Ah, Siomara, meu bem, meu bem, meu bem
O Céu não é tão homogêneo e distante quanto pensas. Espíritos evoluídos e toda uma hierarquia de anjos, arcanjos, serafins e querubins nos calçam, nos protegem e mais ainda: nos ensinam, coisas sobre o céu, a terra e a vida.
A Vida, sim! Pois não há Morte. A morte é apenas um cochilo, banhado com lindos sonhos do repertório de Morpheus.
...ou seria a vida terrena tal adormecer e a morte o despertar?
Fica! Fica em seu lugar, que em noites de sonhos muito lúcidos irei lhe convidar para um lindo passeio e conhecerás beleza e diversidade maior do que encontrarias no mar.
;D
sábado, 12 de março de 2011
Ode às meninas de Leopoldina
Ah, lésbicas leopoldinenses
como são delicadas e charmosas,
promovem orgulho à Vênus,
seus risos fazem inveja a Febo,
que nem com sua lira alcança tão bela melodia.
Até mesmo Ártemis cederia
aos encantos cheios de langor
e fina luxúria dessas jovens
que em minha face estampam rubor
e meus lábios molham com amor.
[com o perdão dos gregos, não usei de semetria apropriada para montar a ode]
como são delicadas e charmosas,
promovem orgulho à Vênus,
seus risos fazem inveja a Febo,
que nem com sua lira alcança tão bela melodia.
Até mesmo Ártemis cederia
aos encantos cheios de langor
e fina luxúria dessas jovens
que em minha face estampam rubor
e meus lábios molham com amor.
[com o perdão dos gregos, não usei de semetria apropriada para montar a ode]
sábado, 3 de julho de 2010
UP OR DOWN?
93! terça-feira 07/04/09
With myself, listening the boogie, the dropout boogie.
Agitado ou calmo?
Estressado ou despreocupado?
Futuro ou passado?
Rápido ou devagar?
Veja bem, estou me sentindo bem rápido agora, tão rápido que tive que fazer um verdadeiro ritual para me sossegar na cadeira e escrever. Mas digo a vocês, já disse antes, que: “estou tendo uma ótima idéia, mas estou com preguiça de escrevê-la” ou “botá-la em prática”.
Está marcado o duelo. Se, por um lado sou todo ação, produtivo feito uma máquina, no outro lado do ringue(e em outro lugar no espaço/tempo) sou criativo e observador...e gora, quem vencerá? O rápido produtivo e “atropelador” ou o cuidadoso criativo, porém preguiçoso? Eis aí uma briga tão boa quanto: transgênicos vs. orgânicos; Charles Darwin vs. Deus; Gravidade Quântica vs. Teoria das Supercordas; Einstein vs. Bohr ou Liberalismo vs. Intervencionismo.
Quando estamos numa pilha(estresse mesmo, mesmo que em níveis menores, de preferência) nós ficamos agitados, preocupados, ágeis, “aríscos”, rápidos e extremamente produtivos, pela ansiedade(talvez por isso que grande parte dos escritórios são assim, pressão total!). Somos quase como soldados entorpecidos pelo calor da batalha e pelo cheiro esperançoso da vitória.
Por outro lado nós nos encontramos calmos, pacientes, pés-no-chão(ao contrario do outro lado impaciente, sonhador e desmedido) também nos apresentamos criativos, simpáticos e amigáveis, descontraídos, confortáveis com a tranqüilidade. Ao mesmo tempo este lado carrega defeitos como despreocupação em demasia, preguiça, falta de competitividade(característica em alta nos dias de hoje) e complacência(não só com as pessoas mas com os próprios erros).
Acho que essa é uma grande balança que nós temos e que, hoje em dia tem nos despertado mais para sua existência. Há dias em que estamos calmos e há dias em que estamos estressados. Há muito escutamos e comprovamos que felizes fazemos mais. Porém, uma nova corrente cientifica defende o estresse como fator motivador(no sentido “impulsivador”) tanto quanto aliado da evolução em casos que despertam nosso raciocínio lógico e as decisões rápidas.
93,93/93
With myself, listening the boogie, the dropout boogie.
Agitado ou calmo?
Estressado ou despreocupado?
Futuro ou passado?
Rápido ou devagar?
Veja bem, estou me sentindo bem rápido agora, tão rápido que tive que fazer um verdadeiro ritual para me sossegar na cadeira e escrever. Mas digo a vocês, já disse antes, que: “estou tendo uma ótima idéia, mas estou com preguiça de escrevê-la” ou “botá-la em prática”.
Está marcado o duelo. Se, por um lado sou todo ação, produtivo feito uma máquina, no outro lado do ringue(e em outro lugar no espaço/tempo) sou criativo e observador...e gora, quem vencerá? O rápido produtivo e “atropelador” ou o cuidadoso criativo, porém preguiçoso? Eis aí uma briga tão boa quanto: transgênicos vs. orgânicos; Charles Darwin vs. Deus; Gravidade Quântica vs. Teoria das Supercordas; Einstein vs. Bohr ou Liberalismo vs. Intervencionismo.
Quando estamos numa pilha(estresse mesmo, mesmo que em níveis menores, de preferência) nós ficamos agitados, preocupados, ágeis, “aríscos”, rápidos e extremamente produtivos, pela ansiedade(talvez por isso que grande parte dos escritórios são assim, pressão total!). Somos quase como soldados entorpecidos pelo calor da batalha e pelo cheiro esperançoso da vitória.
Por outro lado nós nos encontramos calmos, pacientes, pés-no-chão(ao contrario do outro lado impaciente, sonhador e desmedido) também nos apresentamos criativos, simpáticos e amigáveis, descontraídos, confortáveis com a tranqüilidade. Ao mesmo tempo este lado carrega defeitos como despreocupação em demasia, preguiça, falta de competitividade(característica em alta nos dias de hoje) e complacência(não só com as pessoas mas com os próprios erros).
Acho que essa é uma grande balança que nós temos e que, hoje em dia tem nos despertado mais para sua existência. Há dias em que estamos calmos e há dias em que estamos estressados. Há muito escutamos e comprovamos que felizes fazemos mais. Porém, uma nova corrente cientifica defende o estresse como fator motivador(no sentido “impulsivador”) tanto quanto aliado da evolução em casos que despertam nosso raciocínio lógico e as decisões rápidas.
93,93/93
Ménage à Trois no bar da Tia
O texto a seguir conte'm liguagem vulgar e ofens'iva `algumas pessoas. Quem estiver disposto a le-lo q passe o cursor sobre o espaco em branco
17>29
sexta-feira 17 para 18-07-09 madrugada em um bar de Manhuaçu
_ Eu dei para ele sem saber quem era! – disse a loira.
_Ow, dorme lá em casa. Do jeito que eu to bêbado eu não vou agüentar comer minha mulher, vai lá pra comer ela. – disse o namorado para o amigo.
Eu chego a espumar! - Ela disse
Você acha que eu não consigo R$260,00 não!? Eu vou para casa, me arrumo toda e vou pro Coqueiro (bairro de Manhuaçu)...
...e seu eu soltar os dois? (buceta e cú).
O namorado pergunta: Mas e dinheiro, você consegue quanto?
Eu não te digo o quanto de dinheiro... mas eu consigo numa noite uns 4 com essa humilde calça e com chinelinho no pé ainda.
(É uma loira magra de cabelos cacheados quem eu estou escutando na mesa ao lado, na calçada do “bar da Tia” com o namorado e um amigo do casal que recebe um convite para um ménage à trois .)
O namorado diz para o amigo gordo: Você duvida que eu tiro aqui agora e coloco na boca dela? Você duvida? [isso em um bar com umas 20 pessoas]
(Eles estão olhando para mim e rindo)
Ele vai dormir lá em casa e “vai” eu e ele (em você) – sentencia o careca para a loira.
[Do nada ele pulou fora e disse para o gordinho pegando no pinto:] _Aqui você só chupa. Minha mulher você não tem não! (O sonho acabou para o gordinho. Agora sei o significado desta expressão).
[Enquanto escrevo contendo o riso entre um copo de cerveja e outro eles conversam sobre uma mulher que o namorado disse que conseguiria para a suruba ou só pra ele mesmo] Se você chegar e falar com ela que está sem carro e virou empregado dos outros quero ver se ela te quer! [demonstrou ciúmes a putana].
_Isso é mixaria, eu como ela com “10 conto”, e cala a boca!
[O casal está cômico e descontrolado/desnorteado, feito mendigos: esposo e esposa. O carro dele é uma Saveiro prata com um farol traseiro queimado. Não entendo o porquê daquela cara de viciado em crack e um cabelo raspado a la FEBEM já que ele parece ter grana e que a mulher está com ele só por isso, apesar do entrosamento nato.]
Pra essa mulher me pagar um boquete...[evangelho perdido]
Meninos de 14 anos perdidos com a #$%^&*()_!@....[sete palavras ilegíveis do autor já deveras bêbado e preocupado em prestar atenção na cena e escrever ao mesmo tempo.]
...eu não vou comer o cú do B**** não [esse é o nome do gordinho que estava com o casal]. – completou o corno voluntário depois de “sua” namorada cochichar alguma coisa no seu ouvido. É um no cú e um na buceta, você tem que aceitar!! - passou a bola para ela.
[O gordinho mostrou seu lado gay e medroso e desistiu do negócio, já levantando da mesa, se despreguiçando e olhando para rua com um sorriso sem graça antes de descer o morro a pé]. O casal entrou no carro entre risos, flertes e ofensas tomando o rumo de outro bar, porque este já estava fechando.
17>29
sexta-feira 17 para 18-07-09 madrugada em um bar de Manhuaçu
_ Eu dei para ele sem saber quem era! – disse a loira.
_Ow, dorme lá em casa. Do jeito que eu to bêbado eu não vou agüentar comer minha mulher, vai lá pra comer ela. – disse o namorado para o amigo.
Eu chego a espumar! - Ela disse
Você acha que eu não consigo R$260,00 não!? Eu vou para casa, me arrumo toda e vou pro Coqueiro (bairro de Manhuaçu)...
...e seu eu soltar os dois? (buceta e cú).
O namorado pergunta: Mas e dinheiro, você consegue quanto?
Eu não te digo o quanto de dinheiro... mas eu consigo numa noite uns 4 com essa humilde calça e com chinelinho no pé ainda.
(É uma loira magra de cabelos cacheados quem eu estou escutando na mesa ao lado, na calçada do “bar da Tia” com o namorado e um amigo do casal que recebe um convite para um ménage à trois .)
O namorado diz para o amigo gordo: Você duvida que eu tiro aqui agora e coloco na boca dela? Você duvida? [isso em um bar com umas 20 pessoas]
(Eles estão olhando para mim e rindo)
Ele vai dormir lá em casa e “vai” eu e ele (em você) – sentencia o careca para a loira.
[Do nada ele pulou fora e disse para o gordinho pegando no pinto:] _Aqui você só chupa. Minha mulher você não tem não! (O sonho acabou para o gordinho. Agora sei o significado desta expressão).
[Enquanto escrevo contendo o riso entre um copo de cerveja e outro eles conversam sobre uma mulher que o namorado disse que conseguiria para a suruba ou só pra ele mesmo] Se você chegar e falar com ela que está sem carro e virou empregado dos outros quero ver se ela te quer! [demonstrou ciúmes a putana].
_Isso é mixaria, eu como ela com “10 conto”, e cala a boca!
[O casal está cômico e descontrolado/desnorteado, feito mendigos: esposo e esposa. O carro dele é uma Saveiro prata com um farol traseiro queimado. Não entendo o porquê daquela cara de viciado em crack e um cabelo raspado a la FEBEM já que ele parece ter grana e que a mulher está com ele só por isso, apesar do entrosamento nato.]
Pra essa mulher me pagar um boquete...[evangelho perdido]
Meninos de 14 anos perdidos com a #$%^&*()_!@....[sete palavras ilegíveis do autor já deveras bêbado e preocupado em prestar atenção na cena e escrever ao mesmo tempo.]
...eu não vou comer o cú do B**** não [esse é o nome do gordinho que estava com o casal]. – completou o corno voluntário depois de “sua” namorada cochichar alguma coisa no seu ouvido. É um no cú e um na buceta, você tem que aceitar!! - passou a bola para ela.
[O gordinho mostrou seu lado gay e medroso e desistiu do negócio, já levantando da mesa, se despreguiçando e olhando para rua com um sorriso sem graça antes de descer o morro a pé]. O casal entrou no carro entre risos, flertes e ofensas tomando o rumo de outro bar, porque este já estava fechando.
sábado, 12 de junho de 2010
LADY FOX AND LORD (?) FUNNY
93! 23:36 04/06/10
There is the sexiest woman in the city. Like a fox she acts, like a fox she walks, like a fox she attacks.
In the front table one of the top 20 girls laugh and smile with her median orient beauty, big nose big chin, black eyes.
I talk to myself in English when I’m drinking alone…and I write everything after, feeling such as a William Burroughs still with health.
She’s wearing a red dress with a half fake black jacket(bolero is the name). Impressive how almost all hot pussies are wearing red tonight…like me. It makes me remember the Mars energy on this evening. I’ll stop for a moment to watch the night—
The lion inside me wants to wake up and I smile so much, drinking our bright beer.
The Bad Bruce Wayne pass by the Iraquian girl’s table and the fox…she’s so hot, she does makes school.
Keep cool, I’m just watching (the guy on the left took a look)
Over the suburban boys there is a mysteriously (he/she ?) woman/boy so interesting. The real Lord(Lady) Funny’s incorporation, furthermore his/her shorts is so short, tight and cute, her/his legs is soft on the cold weather. (Un)fortunately I guess she’s just a bitch with AIDS or less than it…the other version was more exotic. I think she’s my friend’s cousin whore because her husband gave a kiss on the girl’s face. She do is a woman and a dozen of guys is courting her. She is also hot… a lot.
I had listening something about a street dancer whose son has his birthday party committed by a bill that the man had got to paid to a gangster.
In the path to the bathroom six boys sniff cocaine in the dark corridor.
Chickens don’t feel cold.
The Justice Officer (the sexiest) apparently has a rotten finger to men. She has. Always with futile playboys who never will give to her nothing more than the money that she already has.
The David Bowie’s double walks along the street feeling himself as a beautiful patty girl.
A boy still tries to get the blonde-with-glasses-bitch-girl using the old method, the argument/dialog/ talking… he fails.
I never had luck with whores but I like them even so…
93,93/93
There is the sexiest woman in the city. Like a fox she acts, like a fox she walks, like a fox she attacks.
In the front table one of the top 20 girls laugh and smile with her median orient beauty, big nose big chin, black eyes.
I talk to myself in English when I’m drinking alone…and I write everything after, feeling such as a William Burroughs still with health.
She’s wearing a red dress with a half fake black jacket(bolero is the name). Impressive how almost all hot pussies are wearing red tonight…like me. It makes me remember the Mars energy on this evening. I’ll stop for a moment to watch the night—
The lion inside me wants to wake up and I smile so much, drinking our bright beer.
The Bad Bruce Wayne pass by the Iraquian girl’s table and the fox…she’s so hot, she does makes school.
Keep cool, I’m just watching (the guy on the left took a look)
Over the suburban boys there is a mysteriously (he/she ?) woman/boy so interesting. The real Lord(Lady) Funny’s incorporation, furthermore his/her shorts is so short, tight and cute, her/his legs is soft on the cold weather. (Un)fortunately I guess she’s just a bitch with AIDS or less than it…the other version was more exotic. I think she’s my friend’s cousin whore because her husband gave a kiss on the girl’s face. She do is a woman and a dozen of guys is courting her. She is also hot… a lot.
I had listening something about a street dancer whose son has his birthday party committed by a bill that the man had got to paid to a gangster.
In the path to the bathroom six boys sniff cocaine in the dark corridor.
Chickens don’t feel cold.
The Justice Officer (the sexiest) apparently has a rotten finger to men. She has. Always with futile playboys who never will give to her nothing more than the money that she already has.
The David Bowie’s double walks along the street feeling himself as a beautiful patty girl.
A boy still tries to get the blonde-with-glasses-bitch-girl using the old method, the argument/dialog/ talking… he fails.
I never had luck with whores but I like them even so…
93,93/93
sexta-feira, 28 de maio de 2010
DAS EXPECTATIVAS E DAS CONCLUSÕES
93! 07-02-09
Quantas vezes a gente se olha no espelho e não vê o que queria, o que almejava, o que pensou estar lutando para conseguir?
E quantas vezes você se pergunta: Porra, não consegui o que sonhava quando era criança, mas e se conseguisse?! Seria tão emocionante como foi “do outro jeito”?(ou melhor, deste jeito?)
Não sei o que pensar numa hora dessas, em que a surpresa supera a expectativa. Não em níveis superiores de mesma escala. Mas algo totalmente diferente mas em altos níveis mesmo assim.
Nós sempre idealizamos um herói imbatível para nosso “futuro eu”(ou ‘eu futuro’) porém nunca acertamos na mosca. A grande maioria das vezes nos transformamos em anti-heróis, não menos românticos, entretanto, beeem diferente do desfrutador de toda felicidade que projetamos outrora.
Penso que o único caminho seja o Não Esperar, não criar expectativas, para o futuro, simplesmente “deixar fluir”. Todavia vejo que também estou errado nesse ponto e que existe sim, outro caminho. Talvez mas comum e efetivo/eficiente que o primeiro, que é: sempre projetar (um herói, que seja!) e sempre vencê-lo(para o bem ou para o mal), ultrapassando as expectativas para níveis maiores, em mesma escala(no sentido que imaginou “para ser no futuro”) ou uma escala diferente(revolução de personalidade) onde nos transformamos em algo diferente, no entanto “muito mais a frente” do ideal utópico fabricado por nós...de uma forma ou de outra.
(Humberto Lacerda Brum, texto escrito em Manhuaçu, 07 de fevereiro de 2009)
93,93/93
Quantas vezes a gente se olha no espelho e não vê o que queria, o que almejava, o que pensou estar lutando para conseguir?
E quantas vezes você se pergunta: Porra, não consegui o que sonhava quando era criança, mas e se conseguisse?! Seria tão emocionante como foi “do outro jeito”?(ou melhor, deste jeito?)
Não sei o que pensar numa hora dessas, em que a surpresa supera a expectativa. Não em níveis superiores de mesma escala. Mas algo totalmente diferente mas em altos níveis mesmo assim.
Nós sempre idealizamos um herói imbatível para nosso “futuro eu”(ou ‘eu futuro’) porém nunca acertamos na mosca. A grande maioria das vezes nos transformamos em anti-heróis, não menos românticos, entretanto, beeem diferente do desfrutador de toda felicidade que projetamos outrora.
Penso que o único caminho seja o Não Esperar, não criar expectativas, para o futuro, simplesmente “deixar fluir”. Todavia vejo que também estou errado nesse ponto e que existe sim, outro caminho. Talvez mas comum e efetivo/eficiente que o primeiro, que é: sempre projetar (um herói, que seja!) e sempre vencê-lo(para o bem ou para o mal), ultrapassando as expectativas para níveis maiores, em mesma escala(no sentido que imaginou “para ser no futuro”) ou uma escala diferente(revolução de personalidade) onde nos transformamos em algo diferente, no entanto “muito mais a frente” do ideal utópico fabricado por nós...de uma forma ou de outra.
(Humberto Lacerda Brum, texto escrito em Manhuaçu, 07 de fevereiro de 2009)
93,93/93
DESTRUCTION DERBY
93! 00:10 13/12/08
Está tudo despencando, tudo explodindo, pressionando, implodindo, estourando. A começar por minha paciência!
Cheguei a conclusão de que tudo: as cidades e as vidas das pessoas tem disso: elas tem um ponto alto, uma boa fase, uma idade/era de ouro, depois tudo finda, se esfumaça e vira cinzas inanimadas sem futuro. Vê-se que na sua infância ou adolescência tu vivenciou uma época muito boa no bairro ou na galera de escola que tudo era festa, tudo virava história engraçada, tudo tinha seu estrelato, seu brilho natural, daí você muda ou fica e as pessoas mudam, ou ainda, todos ficam e todos mudam...pra pior, para uma versão SEM GRAÇA e saudosista.
Com as pessoas, relacionamentos acontece o mesmo. A cidade fica sem graça, as pessoas também ficam sem graça. As aventuras entram em extinção e os relacionamentos se vão. Enfim, é assim. A sorte sorri para você, se aceitar, você fica rico, sobe na carreira, bomba nas festas, consegue o que quer, avista o topo, a vida se desembola. Do contrário, se você deixa passar, perde o fio da meada, “tu te fodeu brother”, sai dos trilhos e sai feio. Descontrolado, ladeira abaixo, não tem freio nem mola. A descida é acelerada e trepidante...eu sei, não tem graça nenhuma, mas é assim.
A boa notícia é que as vezes a sorte volta a nos dar uma chance, e a má notícia é que se você não encontrar os trilhos, a highway, você não corre o risco dela te encontrar.
Engraçado é que não estou afirmando que encontrar os trilhos seja o “walking in the line” careta, certinho e bem educado. Não sei qual é a fórmula, mesmo porque se soubesse não viveria caindo dos trilhos. Eu só sei que há uma certa lógica e cada um tem que encontrar a sua...ou não. Não quero escrever mais sobre isso. Quero expulsar meus demônios plotando-os em palavras num papel. Minha mais conveniente terapia: escrever. Não depende de outra pessoa, como sexo; não carece de dinheiro, como álcool e drogas.
Um dia quem sabe muitos irão ler esses textos, talvez eu esteja morto. Ainda assim, se puder, estarei satisfeito e contente de ver que um dia consegui produzir arte e/ou cultura.
(Humberto L. Brum, Manhuaçu. Texto escrito em 13/12/08)
93,93/93
Está tudo despencando, tudo explodindo, pressionando, implodindo, estourando. A começar por minha paciência!
Cheguei a conclusão de que tudo: as cidades e as vidas das pessoas tem disso: elas tem um ponto alto, uma boa fase, uma idade/era de ouro, depois tudo finda, se esfumaça e vira cinzas inanimadas sem futuro. Vê-se que na sua infância ou adolescência tu vivenciou uma época muito boa no bairro ou na galera de escola que tudo era festa, tudo virava história engraçada, tudo tinha seu estrelato, seu brilho natural, daí você muda ou fica e as pessoas mudam, ou ainda, todos ficam e todos mudam...pra pior, para uma versão SEM GRAÇA e saudosista.
Com as pessoas, relacionamentos acontece o mesmo. A cidade fica sem graça, as pessoas também ficam sem graça. As aventuras entram em extinção e os relacionamentos se vão. Enfim, é assim. A sorte sorri para você, se aceitar, você fica rico, sobe na carreira, bomba nas festas, consegue o que quer, avista o topo, a vida se desembola. Do contrário, se você deixa passar, perde o fio da meada, “tu te fodeu brother”, sai dos trilhos e sai feio. Descontrolado, ladeira abaixo, não tem freio nem mola. A descida é acelerada e trepidante...eu sei, não tem graça nenhuma, mas é assim.
A boa notícia é que as vezes a sorte volta a nos dar uma chance, e a má notícia é que se você não encontrar os trilhos, a highway, você não corre o risco dela te encontrar.
Engraçado é que não estou afirmando que encontrar os trilhos seja o “walking in the line” careta, certinho e bem educado. Não sei qual é a fórmula, mesmo porque se soubesse não viveria caindo dos trilhos. Eu só sei que há uma certa lógica e cada um tem que encontrar a sua...ou não. Não quero escrever mais sobre isso. Quero expulsar meus demônios plotando-os em palavras num papel. Minha mais conveniente terapia: escrever. Não depende de outra pessoa, como sexo; não carece de dinheiro, como álcool e drogas.
Um dia quem sabe muitos irão ler esses textos, talvez eu esteja morto. Ainda assim, se puder, estarei satisfeito e contente de ver que um dia consegui produzir arte e/ou cultura.
(Humberto L. Brum, Manhuaçu. Texto escrito em 13/12/08)
93,93/93
domingo, 23 de maio de 2010
DO WHAT YOU WILT THAT’S THE WHOLE OF THE LIE
22:34
THE SATURN RINGS ARE SO TIGHT
Existem algumas coisas na vida que eu posso fazer…e existe todo resto que não posso.
Tomo o banho esperançoso, saio da minha casa quente, percorro a cidade fria e ela não está lá. Para não perder a viagem me resta tomar um chopp e comer mozzarella de búfala com tomates secos com a reserva das economias do mês que tinha decidido sacrificar em prol de um encontro promissor. Sozinho, num bar diferente do combinado – para o bolo não doer mais do que já dói – com o celular na mão, nenhum numero para ligar.
No friends, no women, no sex, no Money, no funny.
A derrota é clara, o quadro da decadência está pintado, com minha melhor roupa, o mais caro dos meus perfumes, solitário na chopperia central. Luto contra a vontade oportunista de acender um cigarro e voltar a fumar, para relaxar, refrescar as idéias e aos poucos me matar. Mas logo lembro que a Cida fez uma faxina impecável lá em casa e não quero emporcalhar com cheiro de nicotina os lençóis limpos.
A caminhada da volta parece mais longa, mais distante...com certeza é mais dura sem a volátil incerteza da expectativa de outrora. Ruas frias, escuras e mudas, a neblina arranha minha garganta. Sinto que queimei o cartucho. Mais um tiro desperdiçado, mais uma esperança de uma boa noite estraçalhada. I’m getting stronger with all this shit mas minha fé se atrofia logo em sua infância. Penso em consultar os oráculos para descobrir para qual fim eu ainda vivo mas morro de medo de uma resposta lugar-comum, como “para expiar minhas falhas”, “agüentar firme; para suportar”. Nada épico, nada glorioso, nada heróico. Isso me arrasaria mais ainda, como chutar cachorro morto. Então penso no que começar, sabendo de antemão que não há nada o que terminar, a não ser o sofrimento.
Tout ce que je voulais, c'était une chaude, belle, blonde, le vagin humide et délicieux dans mon lit. Si je l'ai eu ce soir je serais feliz. Sans elle...
Sou um Leopard II* sem combustível ou munição. Um poder absurdo, devastador e impetuoso, porém acorrentado, enclausurado, congelado, inútil.
* tanque de guerra
23:05
THE SATURN RINGS ARE SO TIGHT
Existem algumas coisas na vida que eu posso fazer…e existe todo resto que não posso.
Tomo o banho esperançoso, saio da minha casa quente, percorro a cidade fria e ela não está lá. Para não perder a viagem me resta tomar um chopp e comer mozzarella de búfala com tomates secos com a reserva das economias do mês que tinha decidido sacrificar em prol de um encontro promissor. Sozinho, num bar diferente do combinado – para o bolo não doer mais do que já dói – com o celular na mão, nenhum numero para ligar.
No friends, no women, no sex, no Money, no funny.
A derrota é clara, o quadro da decadência está pintado, com minha melhor roupa, o mais caro dos meus perfumes, solitário na chopperia central. Luto contra a vontade oportunista de acender um cigarro e voltar a fumar, para relaxar, refrescar as idéias e aos poucos me matar. Mas logo lembro que a Cida fez uma faxina impecável lá em casa e não quero emporcalhar com cheiro de nicotina os lençóis limpos.
A caminhada da volta parece mais longa, mais distante...com certeza é mais dura sem a volátil incerteza da expectativa de outrora. Ruas frias, escuras e mudas, a neblina arranha minha garganta. Sinto que queimei o cartucho. Mais um tiro desperdiçado, mais uma esperança de uma boa noite estraçalhada. I’m getting stronger with all this shit mas minha fé se atrofia logo em sua infância. Penso em consultar os oráculos para descobrir para qual fim eu ainda vivo mas morro de medo de uma resposta lugar-comum, como “para expiar minhas falhas”, “agüentar firme; para suportar”. Nada épico, nada glorioso, nada heróico. Isso me arrasaria mais ainda, como chutar cachorro morto. Então penso no que começar, sabendo de antemão que não há nada o que terminar, a não ser o sofrimento.
Tout ce que je voulais, c'était une chaude, belle, blonde, le vagin humide et délicieux dans mon lit. Si je l'ai eu ce soir je serais feliz. Sans elle...
Sou um Leopard II* sem combustível ou munição. Um poder absurdo, devastador e impetuoso, porém acorrentado, enclausurado, congelado, inútil.
* tanque de guerra
23:05
AS PESSOAS NÃO SÃO COMO NÓS LEMBRAMOS QUE SÃO
Na verdade não há uma dificuldade natural nas coisas entre as pessoas. As próprias pessoas por estupidez ou puro orgulho doentio é que tornam as coisas difíceis.
Todas pensam que os encontros casuais deveriam ser como filmes pornôs (assim pensam os homens) ou como soap operas (assim pensam as mulheres). Entretanto na hora do “vamo ver”, no momento de [por em pratica a] plotar a fantasia para a realidade elas não o fazem e ainda repudiam o sonho com as mais cruéis dificuldades e melindres que conseguem rebuscar na parte mais sólida (e paradoxalmente ilusória) da sua educação pela sociedade. Rigidez e Moral são as palavras/idéias policiais mais “espírito de porco” e estraga prazeres que existem.
Depois reclamam da felicidade – ou a falta dela.
Têm nas mãos pérolas preciosas e as jogam na lama com nojo do aspecto trivial e barato que suas mentes paranóicas mascaram as coisas alegres. Sempre assim, o sagrado sendo vulgarizado pelo gado e repudiado por este.
Na outra extremidade da arma está o rejeitado: depressivo e decepcionado por confiar na memória que tinha da pessoa amiga e quebrar a cara com a atitude censora e dissuasiva recebida. Agora entendo Jim Morrison quando ele canta “People Are Strange”.
Mulheres se guardam para o tempo, para as rugas, celulites e estrias; culotes e flacidez se aproveitam do banquete. Mas nunca as mulheres se entregam para os homens, para o prazer, o gozo e a excitação imediata. Quando o prato está sendo devorado por Cronos é que se lembram das oportunidades perdidas e tentam voltar atrás, em vão. Neste momento fazem plásticas e usam cosméticos caros. Umas para recuperar o tempo perdido. Outras apenas para perpetuar sua beleza de museu, aquela intocada, linda, mas apodrecendo por dentro sem perceber.
Aí está a dor do Homem: se põe a mercê, desarmado e esperançoso; envelhece por [decepção], desapontamento, endurece com a pancada e muitos se destroem no processo já [prevendo] visualizando o horizonte de “murros em ponta de faca”. Caem na bebida, nas drogas, recorre a mulheres fáceis (fáceis se você tiver R$ 70,00 no bolso) e buscam outros prazeres para embriagar a mente ávida por êxtase.
...no final só restam frígidas e misóginos, ambos infelizes...
Humberto Lacerda Brum
Todas pensam que os encontros casuais deveriam ser como filmes pornôs (assim pensam os homens) ou como soap operas (assim pensam as mulheres). Entretanto na hora do “vamo ver”, no momento de [por em pratica a] plotar a fantasia para a realidade elas não o fazem e ainda repudiam o sonho com as mais cruéis dificuldades e melindres que conseguem rebuscar na parte mais sólida (e paradoxalmente ilusória) da sua educação pela sociedade. Rigidez e Moral são as palavras/idéias policiais mais “espírito de porco” e estraga prazeres que existem.
Depois reclamam da felicidade – ou a falta dela.
Têm nas mãos pérolas preciosas e as jogam na lama com nojo do aspecto trivial e barato que suas mentes paranóicas mascaram as coisas alegres. Sempre assim, o sagrado sendo vulgarizado pelo gado e repudiado por este.
Na outra extremidade da arma está o rejeitado: depressivo e decepcionado por confiar na memória que tinha da pessoa amiga e quebrar a cara com a atitude censora e dissuasiva recebida. Agora entendo Jim Morrison quando ele canta “People Are Strange”.
Mulheres se guardam para o tempo, para as rugas, celulites e estrias; culotes e flacidez se aproveitam do banquete. Mas nunca as mulheres se entregam para os homens, para o prazer, o gozo e a excitação imediata. Quando o prato está sendo devorado por Cronos é que se lembram das oportunidades perdidas e tentam voltar atrás, em vão. Neste momento fazem plásticas e usam cosméticos caros. Umas para recuperar o tempo perdido. Outras apenas para perpetuar sua beleza de museu, aquela intocada, linda, mas apodrecendo por dentro sem perceber.
Aí está a dor do Homem: se põe a mercê, desarmado e esperançoso; envelhece por [decepção], desapontamento, endurece com a pancada e muitos se destroem no processo já [prevendo] visualizando o horizonte de “murros em ponta de faca”. Caem na bebida, nas drogas, recorre a mulheres fáceis (fáceis se você tiver R$ 70,00 no bolso) e buscam outros prazeres para embriagar a mente ávida por êxtase.
...no final só restam frígidas e misóginos, ambos infelizes...
Humberto Lacerda Brum
CUIDADO COM AS PRINCESAS DO TAROT
93!
30/11/08 para 01/12/08 00:15
Esta noite mais uma vez eu caí, por isto estou aqui, escrevendo, fazendo meu ritual, minha terapia pessoal. Desta vez tentarei “Não Ser Claro”, o mais relativo que puder e conseguir, melhor.
Sabe, as vezes sentimos que perdemos o fio da meada, que nada mais faz sentido, não há motivação ou paixão para despertar e vencer o dia lutando com sorriso de herói. As vezes só resta a testa franzida, a preocupação, a insatisfação e o tédio. Ansiedade de uma fuga mas preguiça para um motim. Vontade teórica se confunde com conformidade prática. O som de mimos me enjoa. O conforto se torna grudento e desagradável, a estabilidade se mostra um fardo pesado e bem amarrado. O sonho acabou. Não há mais lirismo na música nem empatia na leitura. John Lennon está com medo e confuso nas garras de Yoko Ono, logo depois de sair dos Beatles, achando que Paul é seu inimigo e que a princesa da morte é sua salvação.
O jovem punk enérgico está velho e vencido, sem graça para viver e sem coragem para morrer. Estagnado no espaço, perdido/jogado no tempo, sem correntezas para surfar. No brilhar do dia uma criança nada a beira do precipício no Victória Falls, na África. É o bebê no abismo.
Medo do futuro, desespero no presente, amor pelo passado - vivido e imaginado. Quem tirou minhas pilhas, quem roubou a bateria? Andorinha sozinha não faz verão e morre sozinha, não antes de viver o que não queria.
Usurpado, plagiado, invejado, condenado. A dor deu descanso a saudade e me achou, me reencontrou, trouxe um tapa na cara de presente para despertar o ‘sofrer’ dos homens. A sangrar, chorar e suar, beber, escrever, tocar e criar, that’s the way.
Dor de artista não passa,
ela é crônica, finge que vai mas volta.
Te deixa esbarrar na felicidade
para depois te morder com toda voracidade.
Te despedaça o coração,
nem raiva nem outra emoção.
Apatia e indiferença faz o tom da canção.
Ninguém te viu, ninguém te vê.
Teus créditos se esvaiam e ninguém olha para você.
Um único amigo inseparável em horas difíceis...
para quem tem um, que o mantenha,
para quem não tem, que SE sustenha.
Altivo e em pé, é só o que querem ver,
nada mais os saciarão,
e ao ver a frustração se assustarão,
nojo sentirão e será difícil não lembrar
o quanto frágil eles são.
Em quatro paredes, todos choramos
e por baixo da máscara todos sangramos.
(Humberto Lacerda Brum, Manhuaçu 30/11/08)
93,93/93
30/11/08 para 01/12/08 00:15
Esta noite mais uma vez eu caí, por isto estou aqui, escrevendo, fazendo meu ritual, minha terapia pessoal. Desta vez tentarei “Não Ser Claro”, o mais relativo que puder e conseguir, melhor.
Sabe, as vezes sentimos que perdemos o fio da meada, que nada mais faz sentido, não há motivação ou paixão para despertar e vencer o dia lutando com sorriso de herói. As vezes só resta a testa franzida, a preocupação, a insatisfação e o tédio. Ansiedade de uma fuga mas preguiça para um motim. Vontade teórica se confunde com conformidade prática. O som de mimos me enjoa. O conforto se torna grudento e desagradável, a estabilidade se mostra um fardo pesado e bem amarrado. O sonho acabou. Não há mais lirismo na música nem empatia na leitura. John Lennon está com medo e confuso nas garras de Yoko Ono, logo depois de sair dos Beatles, achando que Paul é seu inimigo e que a princesa da morte é sua salvação.
O jovem punk enérgico está velho e vencido, sem graça para viver e sem coragem para morrer. Estagnado no espaço, perdido/jogado no tempo, sem correntezas para surfar. No brilhar do dia uma criança nada a beira do precipício no Victória Falls, na África. É o bebê no abismo.
Medo do futuro, desespero no presente, amor pelo passado - vivido e imaginado. Quem tirou minhas pilhas, quem roubou a bateria? Andorinha sozinha não faz verão e morre sozinha, não antes de viver o que não queria.
Usurpado, plagiado, invejado, condenado. A dor deu descanso a saudade e me achou, me reencontrou, trouxe um tapa na cara de presente para despertar o ‘sofrer’ dos homens. A sangrar, chorar e suar, beber, escrever, tocar e criar, that’s the way.
Dor de artista não passa,
ela é crônica, finge que vai mas volta.
Te deixa esbarrar na felicidade
para depois te morder com toda voracidade.
Te despedaça o coração,
nem raiva nem outra emoção.
Apatia e indiferença faz o tom da canção.
Ninguém te viu, ninguém te vê.
Teus créditos se esvaiam e ninguém olha para você.
Um único amigo inseparável em horas difíceis...
para quem tem um, que o mantenha,
para quem não tem, que SE sustenha.
Altivo e em pé, é só o que querem ver,
nada mais os saciarão,
e ao ver a frustração se assustarão,
nojo sentirão e será difícil não lembrar
o quanto frágil eles são.
Em quatro paredes, todos choramos
e por baixo da máscara todos sangramos.
(Humberto Lacerda Brum, Manhuaçu 30/11/08)
93,93/93
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A DESIRE, ein Wunsch
93!
Ele agora fala interminavelmente sobre rompimentos, com síndrome da “mulher traída”, de forma tão antinatural que parece ter sido coagido por Scott Pilgrim. Usa frases prontas tão forçadas que dá a entender que foi “Ctrl+C, Ctrl+V” de algum e-book e cita sempre comportamentos de gatos em seus textos.
A pose de durão já não assusta nem uma garota recém violentada. Seu ar Heartbreaker já dispersou há muito tempo. Já não vejo criatividade em seus tratados, apenas referencias (plágios?); não identifico originalidade, apenas um dever de “cumprir tabela”. Esses anos todos de ininterrupta “criação” talvez o tenham desgastado - esgotado seu prana artístico. Não reconheço mais meu herói de outrora. A faculdade o ensinou a gramática perfeita e lhe deu a técnica da redação, mas lhe tirou a inspiração das musas... vai ver é algum plano do governo: seqüestrar talentos e roubar-lhes o ímpeto (des)construtivo, apagar o fogo da alma faminta com algodão-doce.
Aquele meu anti-herói me ensinou certa vez: “Quando você está feliz você não escreve. Se você escreve bem, você não está feliz.” Pois bem, esse novo colega vem para me mostrar que quer trocar sua ‘felicidade’ por bons textos. No entanto agora não está aberta a temporada de barganha, talvez mês que vem quando gêmeos chegar...
Hoje percebo que o CEFET-MG UNED LEOPOLDINA CAMPUS III deixou marcas em muita gente. O sonho acabou e muitos ainda sentem os “membros fantasmas”: suas épicas personalidades, a vida em pleno vôo rasante, suas cores, sons e gargalhadas. As opiniões mais punks e revolucionarias. Éramos uma falange, prontos para arrasar o mundo, sermos os formadores de opinião do novo Brasil. Uma nova era, de espontaneidade, atitude e autenticidade. Audácia/ousadia, alegria, irreverência, inteligência, critica áspera, senso de beleza, caráter e sinceridade.
Mas ninguém nos avisou o que nos esperava aqui fora, e nosso ingênuo erro foi: “dividir para conquistar”. Cada um tomou seu torto rumo sem saber o que iria encontrar.
A porrada foi dura! Poucos foram aqueles que se acharam no caminho certo, fizeram o que queriam e agora tentam aparecer – como alguém na curva de um rio que grita: “Vem! Dá pé!”. Vários estão pendurados entre o sonho e a realidade, porquanto ainda encontram um modo de ir avançando no corredor polonês.
Outros tantos se (des)encontram no limbo escuro da “vida comum”: isolada, medíocre, sem gargalhada de conforto ou grito de gozo. Apanham todos os dias da hipocrisia, falsidade, censura, da sociedade provinciana, do coronelismo castrador, do “Status Quo”. Miséria, carência, ostracismo, perrengue e discriminação são seus (nossos) algozes. É isso que sofre aquele que, mesmo afundado no poço de lama, sonha com o jardim de Curitiba. Na verdade acredito que 80% desses já se venderam aos senhores de engenho e aderiram à Matrix, tornando-se bons alemães*.
Eu sigo em frente, apanhando sempre, humilhado às vezes, conformado nunca!
Agora, depois dessas palavras agridoces vejo que meu colega e amigo não morreu em sua escrita (e conseqüentemente em seu sonho), ainda resiste! Persiste ferido e esperançoso, construindo de pouco a pouco a estrada para Glória e a Liberdade... com tijolos amarelos, é claro...
*Bons alemães= referência aos honestos cidadãos da Alemanha dos anos 30/40 que, justamente por sua natureza pacata e ortodoxa, fazia vista grossa e até fortalecia o nazismo no país.
Manhuaçu, 19-04-2010 segunda-feira 23h30min
93,93/93
Ele agora fala interminavelmente sobre rompimentos, com síndrome da “mulher traída”, de forma tão antinatural que parece ter sido coagido por Scott Pilgrim. Usa frases prontas tão forçadas que dá a entender que foi “Ctrl+C, Ctrl+V” de algum e-book e cita sempre comportamentos de gatos em seus textos.
A pose de durão já não assusta nem uma garota recém violentada. Seu ar Heartbreaker já dispersou há muito tempo. Já não vejo criatividade em seus tratados, apenas referencias (plágios?); não identifico originalidade, apenas um dever de “cumprir tabela”. Esses anos todos de ininterrupta “criação” talvez o tenham desgastado - esgotado seu prana artístico. Não reconheço mais meu herói de outrora. A faculdade o ensinou a gramática perfeita e lhe deu a técnica da redação, mas lhe tirou a inspiração das musas... vai ver é algum plano do governo: seqüestrar talentos e roubar-lhes o ímpeto (des)construtivo, apagar o fogo da alma faminta com algodão-doce.
Aquele meu anti-herói me ensinou certa vez: “Quando você está feliz você não escreve. Se você escreve bem, você não está feliz.” Pois bem, esse novo colega vem para me mostrar que quer trocar sua ‘felicidade’ por bons textos. No entanto agora não está aberta a temporada de barganha, talvez mês que vem quando gêmeos chegar...
Hoje percebo que o CEFET-MG UNED LEOPOLDINA CAMPUS III deixou marcas em muita gente. O sonho acabou e muitos ainda sentem os “membros fantasmas”: suas épicas personalidades, a vida em pleno vôo rasante, suas cores, sons e gargalhadas. As opiniões mais punks e revolucionarias. Éramos uma falange, prontos para arrasar o mundo, sermos os formadores de opinião do novo Brasil. Uma nova era, de espontaneidade, atitude e autenticidade. Audácia/ousadia, alegria, irreverência, inteligência, critica áspera, senso de beleza, caráter e sinceridade.
Mas ninguém nos avisou o que nos esperava aqui fora, e nosso ingênuo erro foi: “dividir para conquistar”. Cada um tomou seu torto rumo sem saber o que iria encontrar.
A porrada foi dura! Poucos foram aqueles que se acharam no caminho certo, fizeram o que queriam e agora tentam aparecer – como alguém na curva de um rio que grita: “Vem! Dá pé!”. Vários estão pendurados entre o sonho e a realidade, porquanto ainda encontram um modo de ir avançando no corredor polonês.
Outros tantos se (des)encontram no limbo escuro da “vida comum”: isolada, medíocre, sem gargalhada de conforto ou grito de gozo. Apanham todos os dias da hipocrisia, falsidade, censura, da sociedade provinciana, do coronelismo castrador, do “Status Quo”. Miséria, carência, ostracismo, perrengue e discriminação são seus (nossos) algozes. É isso que sofre aquele que, mesmo afundado no poço de lama, sonha com o jardim de Curitiba. Na verdade acredito que 80% desses já se venderam aos senhores de engenho e aderiram à Matrix, tornando-se bons alemães*.
Eu sigo em frente, apanhando sempre, humilhado às vezes, conformado nunca!
Agora, depois dessas palavras agridoces vejo que meu colega e amigo não morreu em sua escrita (e conseqüentemente em seu sonho), ainda resiste! Persiste ferido e esperançoso, construindo de pouco a pouco a estrada para Glória e a Liberdade... com tijolos amarelos, é claro...
*Bons alemães= referência aos honestos cidadãos da Alemanha dos anos 30/40 que, justamente por sua natureza pacata e ortodoxa, fazia vista grossa e até fortalecia o nazismo no país.
Manhuaçu, 19-04-2010 segunda-feira 23h30min
93,93/93
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Dia de Marte em casa de Juno
23:06 03/06/09 Dia de Ares(Marte) na casa de Hera(Juno)
Engraçado como não me sinto mais sozinho, me sinto vigiado, não consigo escrever. Depois que saiu meu 2º texto no jornal tentei redigir algum, uns 3 mas ao saiu nada concluído, tampouco inspirado ou fluido.
Li um texto sobre Santo Daime, o Ayahuasca, estou tomando 2 cervas e agora uma dose de Rum Bacardi, aquele das antigas, para ver se pesco algum insight. Sábado último eu e o Caputira procuramos por algo mais inspirador mas só tomamos banho de chuva.
Estou no mar sem maré, sem ventos, sem vela e sem remos. Parado, sem para onde sequer torcer que o vento me leve, pois não sei, talvez as águas me velem/selem. Quero desistir de tudo, quero desistir do nada, esse foi o pensamento predominante do dia. Quero voltar para o além do horizonte. Eu imaginara que ao chegar aos 20 eu teria a completa certeza de que queria e de como iria galgar a escada para o sucesso e riqueza...dois anos se passaram e tenho motivos de sobra de acreditar que a gasolina já acabou. Foi bom enquanto não durou, enquanto a ilusão e a esperança me tapearam, mas agora até elas desistiram de mim. Estou entregue à areia movediça. Nenhuma filosofia ou “exercício-de-auto-ajuda-faraônico-da-positividade-da-imaginação” irá me convencer de apostar para perder de novo.
Acho que estou perto daquela etapa que você só quer experimentar tudo pela última vez. Viajar o mundo ou até onde seu dinheiro der e sua sorte te levar; degustar de todas as sensações pitorescas presentes na Terra; explorar os últimos e mais longínquos confins do planeta antes do suspiro final, do grito do silêncio negro e gélido.
Desejaria eu o nirvana se não fosse possível outra vida – sem Samsara, por favor, prefiro ao estilo cowboy. Mas o que me oferecem é whiskies escoceses estragados pela água fluoretada de encanamentos lodosos. Triste puta agredida (esta foi a melhor analogia/metáfora espontânea para nossa condição real na vida e no mundo).
Confortável o jeito como tudo flui harmoniosamente ao combinar música com entorpecentes.
Prefiro não ler Bukowski e ter na mente a imagem que eu fiz dele e de seus textos, já me decepcionei demais com minhas expectativas exacerbadas em relação a gênios e até à bandas. Meu imaginário desenha melhor suas obras. O rum esta bem gostoso e suave sozinho(puro).
Do que adianta não ser gado se tu não és também Príncipe?
...És apenas um revoltadinho que será dizimado...
Engraçado como não me sinto mais sozinho, me sinto vigiado, não consigo escrever. Depois que saiu meu 2º texto no jornal tentei redigir algum, uns 3 mas ao saiu nada concluído, tampouco inspirado ou fluido.
Li um texto sobre Santo Daime, o Ayahuasca, estou tomando 2 cervas e agora uma dose de Rum Bacardi, aquele das antigas, para ver se pesco algum insight. Sábado último eu e o Caputira procuramos por algo mais inspirador mas só tomamos banho de chuva.
Estou no mar sem maré, sem ventos, sem vela e sem remos. Parado, sem para onde sequer torcer que o vento me leve, pois não sei, talvez as águas me velem/selem. Quero desistir de tudo, quero desistir do nada, esse foi o pensamento predominante do dia. Quero voltar para o além do horizonte. Eu imaginara que ao chegar aos 20 eu teria a completa certeza de que queria e de como iria galgar a escada para o sucesso e riqueza...dois anos se passaram e tenho motivos de sobra de acreditar que a gasolina já acabou. Foi bom enquanto não durou, enquanto a ilusão e a esperança me tapearam, mas agora até elas desistiram de mim. Estou entregue à areia movediça. Nenhuma filosofia ou “exercício-de-auto-ajuda-faraônico-da-positividade-da-imaginação” irá me convencer de apostar para perder de novo.
Acho que estou perto daquela etapa que você só quer experimentar tudo pela última vez. Viajar o mundo ou até onde seu dinheiro der e sua sorte te levar; degustar de todas as sensações pitorescas presentes na Terra; explorar os últimos e mais longínquos confins do planeta antes do suspiro final, do grito do silêncio negro e gélido.
Desejaria eu o nirvana se não fosse possível outra vida – sem Samsara, por favor, prefiro ao estilo cowboy. Mas o que me oferecem é whiskies escoceses estragados pela água fluoretada de encanamentos lodosos. Triste puta agredida (esta foi a melhor analogia/metáfora espontânea para nossa condição real na vida e no mundo).
Confortável o jeito como tudo flui harmoniosamente ao combinar música com entorpecentes.
Prefiro não ler Bukowski e ter na mente a imagem que eu fiz dele e de seus textos, já me decepcionei demais com minhas expectativas exacerbadas em relação a gênios e até à bandas. Meu imaginário desenha melhor suas obras. O rum esta bem gostoso e suave sozinho(puro).
Do que adianta não ser gado se tu não és também Príncipe?
...És apenas um revoltadinho que será dizimado...
terça-feira, 9 de junho de 2009
Bangbaboo
93!
Oh women, that is so exciting!
I want, I feel, I going to do! Right now
Listening Captain Beefheart & His Magic Band!!! It’s too fantastic and psychedelic, delicious trip on the yellow brick road, on a trip on the flowered bus. I have to go, I will, I have to, I have, I must go…and I’m going to, with “bangbaboo’s” song playing in my ears and in my head. I’m coming…
The great oz arrives!!!!!!!!!! Who am I??? ask the voyager on the winds of the clouds when his wings are beating a dub. Where is the woman? She comes naked, toward the mirror…These experienc
es makes me flow. I feel color’s degrees at the time’s tunnel around the dimensions in my mind.
I Don’t mind if I don’t write right, right? The matter is that all the whole whore’s hole needs to fill itself with pearl jam…and pleas
e, please me, you can guess who will do it, just look to yourself on the other side of the water’s mirror, but don’t plunge…don’t do it so deep…or make it, do what you will, that’s the whole of the law!
At bottom you would accomplish the treasure of the life. You see It? The other side of yourself, the wild thirsty naked adolescent straight ahead the world. The energy will kill you, and bring you back in the next second with another vision, other body and another life. The explosion razes you, however.
Then you rise above and keep your running most fast than you can conceive until you beat the stars, it’s then you become a god. Now we can chat. No borders to your freedom, Love is the law, love under will.
93,93/93
P.S.:Perdoem-me os erros de inglês, eu estava bebado e nao quis corrigir depois de sóbrio...
Oh women, that is so exciting!
I want, I feel, I going to do! Right now
Listening Captain Beefheart & His Magic Band!!! It’s too fantastic and psychedelic, delicious trip on the yellow brick road, on a trip on the flowered bus. I have to go, I will, I have to, I have, I must go…and I’m going to, with “bangbaboo’s” song playing in my ears and in my head. I’m coming…
The great oz arrives!!!!!!!!!! Who am I??? ask the voyager on the winds of the clouds when his wings are beating a dub. Where is the woman? She comes naked, toward the mirror…These experienc
es makes me flow. I feel color’s degrees at the time’s tunnel around the dimensions in my mind.I Don’t mind if I don’t write right, right? The matter is that all the whole whore’s hole needs to fill itself with pearl jam…and pleas
e, please me, you can guess who will do it, just look to yourself on the other side of the water’s mirror, but don’t plunge…don’t do it so deep…or make it, do what you will, that’s the whole of the law!At bottom you would accomplish the treasure of the life. You see It? The other side of yourself, the wild thirsty naked adolescent straight ahead the world. The energy will kill you, and bring you back in the next second with another vision, other body and another life. The explosion razes you, however.
Then you rise above and keep your running most fast than you can conceive until you beat the stars, it’s then you become a god. Now we can chat. No borders to your freedom, Love is the law, love under will.
93,93/93
P.S.:Perdoem-me os erros de inglês, eu estava bebado e nao quis corrigir depois de sóbrio...
Preparando para o show dos Hives! Quinta-feira 4 de setembro de 2008 14:57
Quinta-feira 4 de setembro de 2008 14:57Daqui a algumas horas entrarei em um ônibus que me levara a outro Ônibus que me levara a são Paulo! A maior cidade do país. Para sábado eu ir ao show da banda the hives, a mais empolgante do mundo. Faz uns 5 anos que espero por um show deles aqui no Brasil que agora fico ate assustado.
Desde quinta feira passada eu estou doente, peguei uma virose bem forte e tenho ficado de cama já a 3 dias. fui ao sus, tomei soro, glicose, depois fui a medico particular, estou tomando paracetamol, luftal, e o caralho a quatro, uma gastrite me atacou, junto com gases, dores fortíssimas no corpo e na cabeça. Mas isso não pode e nem vai me impedir de ir ver os hives. É o show da minha vida!!

Eles cancelaram o show que fariam dia 7 no rio de janeiro. Não tive duvida ao entrar no site do orloff five festival e reservar meu ingresso para são Paulo mesmo, na via funchal [pausa para virar 500ml de água numa só golada em uma garrafa de gatorade, alias já tomei uns 7 gatorades esses 3 dias]. como ia dizendo. Acho que essa via funchal fica na zona sul de são Paulo, nunca fui la, não tenho lugar prévio para ficar, so estou indo com a cara, coragem e uma mala. Chegarei e procurarei por hotel barato, banho, comida e uma cama pra deitar. Devo pegar informações na rodoviária sobre como chegar no local do show e como usar as linhas de metrô.
Tentei chamar meus antigos amigos cults: Silvio, Gabriel, tubarão, thaisinha, Puff, Gustavo, Haroldo, Cláudio...mas os poucos que me responderam negaram o convite enfaticamente. Os tempos não são mais os mesmos, nem nossa empolgação, menos ainda nossa amizade, sinto muita falta deles mas tenho certeza que para eles eu fiquei no caminho. É muito provável que isso seja a mais pura das verdades. Há dois anos e meio nessa cidade maldita chamada manhuaçu eu venho me tornado menos empolgado em musica, mais suscetível, mais medroso e menos original ou autentico, mais preso a ela e mais careta a cada dia.
Já é a segunda vez que fico doente aqui e isso não acontecia quando eu era o ‘’oz’’ do cefet, o punk junkie super foda, horrorshow, paudurescente, entusiasmadasso, o herói da galera!! Quero minha vida de volta, ou melhor, quero ser eu mesmo de novo, e quero meus amigos junto de mim, estrondando por ai, como diria o Silvio e o tuba. Acho que eu posso fazer vestibular para ufes, mesmo a galera morando em juiz de fora, la em vitória eu posso encontrar o rock’n’roll de novo...mas nunca me simpatizei muito com o estado do espírito santo. Talvez fosse melhor eu ir pra São Paulo mesmo, ou belo horizonte, mas preciso ir! Não sei como mas tenho que sair daqui, estou ficando careca com essas pessoas sem cérebro, sem coração, sem criatividade ou emoção. Tenho medo de me tornar um deles, só pensar em dinheiro e em diplomas como um crachá e não como prova de um caminho maravilhoso percorrido -claro que se for em uma federal né?-
O que fazer?
Espero muito que este show dos hives me reacenda uma chama de entusiasmo, bons sentimentos e me de uma resposta de que estrada dar o próximo passo.
15:33...ps.:tomei mais 5ooml de água enquanto terminava o último parágrafo.
sábado, 7 de junho de 2008
Plagiando Vitor Graize
"There'll Be Sad Songs (To Make You Cry)", do Billy Ocean. Essa foi a música que mais tocou nas rádios norte-americanas, segundo a Billboard, no dia 29 de junho de 1986.Agora clique aqui e saiba qual foi a #1 no dia em que você nasceu!
terça-feira, 25 de março de 2008
Vivo cedendo
Sempre eu tenho que ceder;
sempre eu tenho que aceitar;
sempre eu tenho que aguentar;
sempre eu tenho que abrir mão...de tudo.
Sempre tenho que me adaptar, abaixar a cabeça, engulir sapo, me moldar à situação. Eu nunca ganho por completo. Conquisto alguma coisa, depois vou perdendo aos poucos, sem lembrar que já tinha dado algo em troca no começo para conseguir o que queria.
Já não sou mais o mesmo de 2 anos atrás, hoje tenho até medo de me impor e ofender alguém, ou ser esmagado pelas circunstâncias. Na minha cabeça já não rolam planos de dominação do mundo, ascenção ao topo ou afins e sim instruções de sobrevivência, de fechar as mãos para o que vir tentando segurar o que ainda tenho. Só há um sentimento que não me sai da mente, que nunca me abandona...ironicamente é o sentimento de que sempre estarei sozinho, abandonado. Ninguém para dividir/compartilhar a vida intensamente, apenas momentos fugazis de companhia agradável, mas na primeira crise, por menor que seja, o espectro da solidão aparece por detrás da cortina como um policial da condicional pronto para me pegar no ato, e me levar de volta ao meu soturno e melancólico estado de base.
Sonho em encontrar um lar, um lugar que eu me sinta em casa. Que não me sinta devendo algo a ninguém, nenhuma postura forçada, nenhum sorriso complacente, com cor de política, amarelo encardido e falso. Sonho com um pedaço de chão que me inspire a liberdade e não o medo da sociedade.
Temo nunca encontrar. E arrisco a dizer que a cada dia perco mais coragem, a liberdade de pensamento se corrompe por limitações, censuras e tabus. Prisioneiro de mim mesmo, do meu siamês que sisma em me enquadrar, me igualar, me nivelar por baixo.
Tenho me aventurado em uma vida que não é minha, onde tudo deve seguir padrões, regras, conveniências, limites. Onde não há gargalhadas, onde qualquer coisa que fuja as boas regras é considerado loucura, depravação, desreipeito, vadiagem, e visto como complexidade e arrogância. Esse não sou eu!
Hoje receio que, ao abrir a boca uma lasca é tirada de mim por castigo. Minhas palavras soam más, obsediadas, obras do cão. Arte, o que é a arte? Já me encontro muito distante de conhecer a arte. Vivo sozinho, morro sozinho, com coisas que me distraem no meu caminho. Estou em uma corda bamba chamada 'vida comum', lá na frente eu vejo um fim, uma chegada tosca, simplória e sem graça, e vejo outra empolgante chegada, vitoriosa por excelência. Embaixo dos meus pés irriquietos vejo o Vortéx: a perdição imediata de TUDO, desgosto, desespero, pobreza, medo e suicídio. Sigo andando, deixando cair algumas coisas dos bolsos, mas me empenhando em não cair junto, suando drasticamente e com uma pequena esperança de chegar no final feliz com o pé direito, rezando para não errar a conta e aterrar o esquerdo no solo infertil e sem gosto do 'final de todos'.
Pretendo continuar cedendo(não tem como não ser) mas por causas justas, ideais que valham a pena, em acertos frutíferos que me enobreçam e me deixem mais próximo do meu porto seguro.
sempre eu tenho que aceitar;
sempre eu tenho que aguentar;
sempre eu tenho que abrir mão...de tudo.
Sempre tenho que me adaptar, abaixar a cabeça, engulir sapo, me moldar à situação. Eu nunca ganho por completo. Conquisto alguma coisa, depois vou perdendo aos poucos, sem lembrar que já tinha dado algo em troca no começo para conseguir o que queria.
Já não sou mais o mesmo de 2 anos atrás, hoje tenho até medo de me impor e ofender alguém, ou ser esmagado pelas circunstâncias. Na minha cabeça já não rolam planos de dominação do mundo, ascenção ao topo ou afins e sim instruções de sobrevivência, de fechar as mãos para o que vir tentando segurar o que ainda tenho. Só há um sentimento que não me sai da mente, que nunca me abandona...ironicamente é o sentimento de que sempre estarei sozinho, abandonado. Ninguém para dividir/compartilhar a vida intensamente, apenas momentos fugazis de companhia agradável, mas na primeira crise, por menor que seja, o espectro da solidão aparece por detrás da cortina como um policial da condicional pronto para me pegar no ato, e me levar de volta ao meu soturno e melancólico estado de base.
Sonho em encontrar um lar, um lugar que eu me sinta em casa. Que não me sinta devendo algo a ninguém, nenhuma postura forçada, nenhum sorriso complacente, com cor de política, amarelo encardido e falso. Sonho com um pedaço de chão que me inspire a liberdade e não o medo da sociedade.
Temo nunca encontrar. E arrisco a dizer que a cada dia perco mais coragem, a liberdade de pensamento se corrompe por limitações, censuras e tabus. Prisioneiro de mim mesmo, do meu siamês que sisma em me enquadrar, me igualar, me nivelar por baixo.
Tenho me aventurado em uma vida que não é minha, onde tudo deve seguir padrões, regras, conveniências, limites. Onde não há gargalhadas, onde qualquer coisa que fuja as boas regras é considerado loucura, depravação, desreipeito, vadiagem, e visto como complexidade e arrogância. Esse não sou eu!
Hoje receio que, ao abrir a boca uma lasca é tirada de mim por castigo. Minhas palavras soam más, obsediadas, obras do cão. Arte, o que é a arte? Já me encontro muito distante de conhecer a arte. Vivo sozinho, morro sozinho, com coisas que me distraem no meu caminho. Estou em uma corda bamba chamada 'vida comum', lá na frente eu vejo um fim, uma chegada tosca, simplória e sem graça, e vejo outra empolgante chegada, vitoriosa por excelência. Embaixo dos meus pés irriquietos vejo o Vortéx: a perdição imediata de TUDO, desgosto, desespero, pobreza, medo e suicídio. Sigo andando, deixando cair algumas coisas dos bolsos, mas me empenhando em não cair junto, suando drasticamente e com uma pequena esperança de chegar no final feliz com o pé direito, rezando para não errar a conta e aterrar o esquerdo no solo infertil e sem gosto do 'final de todos'.
Pretendo continuar cedendo(não tem como não ser) mas por causas justas, ideais que valham a pena, em acertos frutíferos que me enobreçam e me deixem mais próximo do meu porto seguro.
sábado, 23 de fevereiro de 2008
6º ENCONTRO DA FAMÍLIA MAÇÔNICA...
Ontem tive um dia cheio
fiquei ate tarde no campo
mata do sossego, fiscalizando obra sozinho, ate umas 7 da noite
blz, passei no coelho diniz pra fazer alguma compra com as 50 pratas q tinha no ticket
eh estranho comprar sabendo o pequeno limite q tem,entao fui ao essencial, escutando marquee moon no mp4
entao vi um cara com seus 40 anos, conversando com 3 amigos q pareciam ser bem amigos! ele tinha um relógio de ouro, do mesmo ouro de sua pulseira e anel, e trajava uma camisa da maçonaria que dizia: 6º ENCONTRO DA FAMÍLIA MAÇONICA...
ele olhou pra mim e deve ter percebido a cara de cachorro morto, encontrei com ele novamente no caixa da frente
agora com sua mulher, q conversava com ele tipo qnd a mulher chama a atenção e o cara concorda complacente, tipo: sei sei, como duas pessoas realmente proximas e unidas, ele me cumprimenta e pega seu carrinho lotado ate nas rodas de compras e vai para seu carro importado
eu, com meu uniforme sujo da companhia, cabelo desgrenhado e cara blase de analise
pensei
cara, esse cara tem amigos presentes, muita grana, ama sua
familia unida e eh muito querido por ela, eh inteligente e com certeza tem mais conhecimento moral e espiritual q eu nem estou perto de alcançar, alem de ser respeitado, influente e com certeza tem algum tipo de poder para estar em um alto grau na maçonaria
nao eh como se eu não gostasse do cara por isso, nao, respeito e ate admiro. nunca cherei cocaina, ela q deixa os homens paranoicos e invejosos, mas eh foda vc sentir falta de alguma[s] coisa[s] e ver um simbolo do q te falta na sua frente
as vezes me sinto um herege e realmente arrogante, por tanto as pessoas assim me julgarem, sempre resisto, sempre tenho my way, nao dispenso minha personalidade para adular jagodes. eles nunca entendem, entao mtas vezes passo como vilao, por ser diferente ou por nao ser "igual". mas nao consigo
seria bom se encontrasse algo pra q eu possa me render
mas ate hj nao achei e sigo sendo um rebelde, um do contra, um excêntrico...
fiquei ate tarde no campo
mata do sossego, fiscalizando obra sozinho, ate umas 7 da noite
blz, passei no coelho diniz pra fazer alguma compra com as 50 pratas q tinha no ticket
eh estranho comprar sabendo o pequeno limite q tem,entao fui ao essencial, escutando marquee moon no mp4
entao vi um cara com seus 40 anos, conversando com 3 amigos q pareciam ser bem amigos! ele tinha um relógio de ouro, do mesmo ouro de sua pulseira e anel, e trajava uma camisa da maçonaria que dizia: 6º ENCONTRO DA FAMÍLIA MAÇONICA...
ele olhou pra mim e deve ter percebido a cara de cachorro morto, encontrei com ele novamente no caixa da frente
agora com sua mulher, q conversava com ele tipo qnd a mulher chama a atenção e o cara concorda complacente, tipo: sei sei, como duas pessoas realmente proximas e unidas, ele me cumprimenta e pega seu carrinho lotado ate nas rodas de compras e vai para seu carro importado
eu, com meu uniforme sujo da companhia, cabelo desgrenhado e cara blase de analise
pensei
cara, esse cara tem amigos presentes, muita grana, ama sua
familia unida e eh muito querido por ela, eh inteligente e com certeza tem mais conhecimento moral e espiritual q eu nem estou perto de alcançar, alem de ser respeitado, influente e com certeza tem algum tipo de poder para estar em um alto grau na maçonaria
nao eh como se eu não gostasse do cara por isso, nao, respeito e ate admiro. nunca cherei cocaina, ela q deixa os homens paranoicos e invejosos, mas eh foda vc sentir falta de alguma[s] coisa[s] e ver um simbolo do q te falta na sua frente
as vezes me sinto um herege e realmente arrogante, por tanto as pessoas assim me julgarem, sempre resisto, sempre tenho my way, nao dispenso minha personalidade para adular jagodes. eles nunca entendem, entao mtas vezes passo como vilao, por ser diferente ou por nao ser "igual". mas nao consigo
seria bom se encontrasse algo pra q eu possa me render
mas ate hj nao achei e sigo sendo um rebelde, um do contra, um excêntrico...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Algumas definições úteis.
Cristianismo
Sistema de crenças provavelmente elaborado por Paulo de Tarso a partir do
poderoso símbolo de um mártir e da filosofia de Platão. Posteriormente
enriquecido com o imaginário pagão dos cultos a Ísis ("Virgem Maria") e
Mitra, que foram incorporados na cristianização do império romano. Foi de
grande utilidade na purificação do decadente império romano e na divulgação
de ideais de compaixão, humildade e obediência necessários ao
estabelecimento tanto do sistema feudal quanto das posteriores monarquias e
sistemas econômicos. A característica principal do culto e a razão de seu
sucesso por quase dois mil anos é a auto-reprodução acelerada dos seguidores
(pregação) aliada com a elasticidade que permitiu que rituais e festas pagãs
- no sentido não-cristão da palavra - fossem incorporadas através de sua
história. Ver Cristo, Igreja.
Cruzadas
Guerra santa praticada pelos cristãos medievais. Lutavam contra o sistema de
crenças concorrente na época, o islã. As cruzadas foram mais grotescas do
que a Segunda Guerra medieval. Alguns cristãos chegaram a praticar
canibalismo.
Demônio
"Espírito" em grego. A qualidade maléfica fica por conta dos cristãos
medievais. O termo original designa tanto espíritos "bons" quanto "maus".
Ver Diabo, Lucifer, Satã.
Dionísio
Deus do vinho e da vegetação primaveril. Os mistérios de Dionísio envolviam
um culto orgástico e extático. Todo inverno Dionísio era despedaçado pelas
mênades, suas adoradoras, o que o liga tanto aos mistérios de Osíris, quanto
aos de Cristo ou Prometeu. Tanto a suprema inocência infantil quanto a
destruidora decadência da orgia são representadas pelo arquétipo. Ver
mênades, Bobo, Cristo, Buda.
Fé
A princípio um dispositivo que elimina a crítica saudável e permite que
"verdades" úteis aos Illuminati sejam marcadas feito ferro em brasa nos
circuitos cerebrais dos macacos pelados. Porém, uma análise mais imparcial
mostra uma perfeita inocência no ato de crer, como acreditar na própria
inexistência da mentira. A prova é tirada quando não existe um objeto (tais
como deuses antropomórficos ou abstratos e poderes mágicos, por exemplo) no
qual se crê. Quando esse objeto a crer-se é definido por alguém, mesmo pelo
crente, não se trata de fé e sim de lavagem cerebral. Ver Fnord.
Illuminati
Abra o olho e você os reconhecerá imediatamente. Historicamente uma
organização secreta dentro da maçonaria, por sua vez já uma organização
secreta. Surgiram na Bavária, no século passado, e alguns dizem que são
responsáveis por coisas como a pirâmide na nota de um dólar e a constituição
norte-americana. Neste livro o conceito é utilizado de forma metafórica na
maioria das vezes. Serve para indicar qualquer grupo considerado responsável
por um ato bom ou mal para com uma pessoa ou outro grupo. O "eles" do
paranóico. A "Grande Irmandade Branca" para místicos e esquizofrênicos.
Xamã
Curandeiro, charlatão, sacerdote. Conhecedor das ervas e dos estados
mentais. Professor, mestre, guru. Aquele que sabe passar Conhecimentos com
Arte. Ver ciberxamã.
Wicca
Bruxaria moderna. Um culto com mais de 50.000 seguidores apenas na América
do Norte. Os wiccans acreditam seguir diretamente a antiga religião précristã
da Europa, embora possa-se traçar a origem de toda estética e dogmas
ainda neste século, com os trabalhos de Aleister Crowley no "Livro das
Sombras" (principal texto wiccan) de Gerard Gardner. A maioria dos wiccans
adora duas divindades principais, o Deus e a Deusa. O deus de chifres dos
wiccans foi incorporado pela religião cristã na figura do Diabo, porém
grande parte dos wiccans não acreditam na interpretação pejorativa que os
cristãos deram a esse deus. Apenas o vêem como um ícone da energia yang.
Buda
Um título que significa "O Iluminado" e foi conferido pela primeira vez ao
fundador do Budismo, Sidarta Gautama, que teria alcançado a iluminação sob
uma figueira. Metáfora oriental mais comum para o super-homem de Nietzsche.
Ver Cristo.
Budismo
Sistema de crenças mais coerente já desenvolvido pelo homem. Procura
eliminar o sofrimento através do Darma e alcançar um estado denominado
Nirvana.
Bobo
Carta zero do Tarô. Representa pureza, inocência. Parsival, Dionísio e Buda
são alguns equivalentes. A grande obra completa. O bebê no ovo. Ver Berro da
Borboleta.
Bode Expiatório
Os judeus costumavam sacrificar um bode para Jeová, e soltar outro pelas
pradarias. O bode sacrificado estava redimido e liberto, o bode solto
carregava todos os pecados do povo sagrado sobre ele. Na idade média o bode
virou o diabo. Tudo aquilo que as pessoas não desejam ter em si, colocam no
bode, sua própria sombra, seu lado animal e pecaminoso. Alguns hereges
perceberam que os papéis judaicos estavam trocados, e o sorriso do
horripilante diabo assolou muitas mentes inquietas durante a noite negra.
Está na cara que o diabo é o bode expiatório, a serpente redentora, o
messias - aquele que morreu na cruz. Ver Cristo, Aleister Crowley, Diabo.
Baphomet
Divindade que se crê os Templários adoravam. Uma forma de cristo, porém
identificada com o Bode do Sabat por Eliphas Lévi, e portanto considerada
"diabólica" por medievos ignorantes.
Apocalipse
Revelação. O último livro da bíblia, onde se descrevem os detalhes do juízo
final. Pode ser interpretado como a profecia do fim do cristianismo. Quem se
baseia nesse sistema de crenças pode entender isso como o "fim do mundo".
Cristo
Título que significa "O ungido" e foi conferido pela primeira vez a Jesus de
Nazaré, para alguns o fundador do cristianismo, para outros apenas o
principal ícone utilizado pelo sistema de crenças. Ver Buda, Messias,
Cristianismo.
Crowley, Aleister
Xamã, alpinista e poeta do início do Séc XX. Crowley (1875-1947) foi um dos
primeiros europeus a entender a doutrina budista, a utilizar a mescalina e a
praticar o sexo religioso. Soube como ninguém utilizar a imagem pública como
um filtro: aos "escolhidos" aparece como o redentor perdido da última
manifestação caduca e burocrática do cristianismo, o protestantismo
vitoriano; aos que leram algo do que escreveu ficam óbvias a grande erudição
e humor negro; aos outros resta apenas a imagem de depravado, drogado e
satanista com que cuidadosamente Crowley alimentada a imprensa marrom de sua
época. Caso haja dúvida sobre o valor moral dessa personalidade - se ele foi
realmente um Santo, ou apenas mais um dos enviados dos Illuminati para nos
confundir - é necessário que se deite a pedra fundamental e indiscutível da
perfeita Lei de Thelema: "Faze o que queres há de ser o todo da lei". Ao
homem que entendeu essa frase absurda não há Crowley, Satã ou Eduardo
Pinheiro que possam lhe fazer algum mal. Resumindo: Menininhos e menininhas,
não tenham medo do titio Crowley. Afinal, para ele cada homem e cada mulher
sempre foram uma estrela. Ver Bode Expiatório.
Sistema de crenças provavelmente elaborado por Paulo de Tarso a partir do
poderoso símbolo de um mártir e da filosofia de Platão. Posteriormente
enriquecido com o imaginário pagão dos cultos a Ísis ("Virgem Maria") e
Mitra, que foram incorporados na cristianização do império romano. Foi de
grande utilidade na purificação do decadente império romano e na divulgação
de ideais de compaixão, humildade e obediência necessários ao
estabelecimento tanto do sistema feudal quanto das posteriores monarquias e
sistemas econômicos. A característica principal do culto e a razão de seu
sucesso por quase dois mil anos é a auto-reprodução acelerada dos seguidores
(pregação) aliada com a elasticidade que permitiu que rituais e festas pagãs
- no sentido não-cristão da palavra - fossem incorporadas através de sua
história. Ver Cristo, Igreja.
Cruzadas
Guerra santa praticada pelos cristãos medievais. Lutavam contra o sistema de
crenças concorrente na época, o islã. As cruzadas foram mais grotescas do
que a Segunda Guerra medieval. Alguns cristãos chegaram a praticar
canibalismo.
Demônio
"Espírito" em grego. A qualidade maléfica fica por conta dos cristãos
medievais. O termo original designa tanto espíritos "bons" quanto "maus".
Ver Diabo, Lucifer, Satã.
Dionísio
Deus do vinho e da vegetação primaveril. Os mistérios de Dionísio envolviam
um culto orgástico e extático. Todo inverno Dionísio era despedaçado pelas
mênades, suas adoradoras, o que o liga tanto aos mistérios de Osíris, quanto
aos de Cristo ou Prometeu. Tanto a suprema inocência infantil quanto a
destruidora decadência da orgia são representadas pelo arquétipo. Ver
mênades, Bobo, Cristo, Buda.
Fé
A princípio um dispositivo que elimina a crítica saudável e permite que
"verdades" úteis aos Illuminati sejam marcadas feito ferro em brasa nos
circuitos cerebrais dos macacos pelados. Porém, uma análise mais imparcial
mostra uma perfeita inocência no ato de crer, como acreditar na própria
inexistência da mentira. A prova é tirada quando não existe um objeto (tais
como deuses antropomórficos ou abstratos e poderes mágicos, por exemplo) no
qual se crê. Quando esse objeto a crer-se é definido por alguém, mesmo pelo
crente, não se trata de fé e sim de lavagem cerebral. Ver Fnord.
Illuminati
Abra o olho e você os reconhecerá imediatamente. Historicamente uma
organização secreta dentro da maçonaria, por sua vez já uma organização
secreta. Surgiram na Bavária, no século passado, e alguns dizem que são
responsáveis por coisas como a pirâmide na nota de um dólar e a constituição
norte-americana. Neste livro o conceito é utilizado de forma metafórica na
maioria das vezes. Serve para indicar qualquer grupo considerado responsável
por um ato bom ou mal para com uma pessoa ou outro grupo. O "eles" do
paranóico. A "Grande Irmandade Branca" para místicos e esquizofrênicos.
Xamã
Curandeiro, charlatão, sacerdote. Conhecedor das ervas e dos estados
mentais. Professor, mestre, guru. Aquele que sabe passar Conhecimentos com
Arte. Ver ciberxamã.
Wicca
Bruxaria moderna. Um culto com mais de 50.000 seguidores apenas na América
do Norte. Os wiccans acreditam seguir diretamente a antiga religião précristã
da Europa, embora possa-se traçar a origem de toda estética e dogmas
ainda neste século, com os trabalhos de Aleister Crowley no "Livro das
Sombras" (principal texto wiccan) de Gerard Gardner. A maioria dos wiccans
adora duas divindades principais, o Deus e a Deusa. O deus de chifres dos
wiccans foi incorporado pela religião cristã na figura do Diabo, porém
grande parte dos wiccans não acreditam na interpretação pejorativa que os
cristãos deram a esse deus. Apenas o vêem como um ícone da energia yang.
Buda
Um título que significa "O Iluminado" e foi conferido pela primeira vez ao
fundador do Budismo, Sidarta Gautama, que teria alcançado a iluminação sob
uma figueira. Metáfora oriental mais comum para o super-homem de Nietzsche.
Ver Cristo.
Budismo
Sistema de crenças mais coerente já desenvolvido pelo homem. Procura
eliminar o sofrimento através do Darma e alcançar um estado denominado
Nirvana.
Bobo
Carta zero do Tarô. Representa pureza, inocência. Parsival, Dionísio e Buda
são alguns equivalentes. A grande obra completa. O bebê no ovo. Ver Berro da
Borboleta.
Bode Expiatório
Os judeus costumavam sacrificar um bode para Jeová, e soltar outro pelas
pradarias. O bode sacrificado estava redimido e liberto, o bode solto
carregava todos os pecados do povo sagrado sobre ele. Na idade média o bode
virou o diabo. Tudo aquilo que as pessoas não desejam ter em si, colocam no
bode, sua própria sombra, seu lado animal e pecaminoso. Alguns hereges
perceberam que os papéis judaicos estavam trocados, e o sorriso do
horripilante diabo assolou muitas mentes inquietas durante a noite negra.
Está na cara que o diabo é o bode expiatório, a serpente redentora, o
messias - aquele que morreu na cruz. Ver Cristo, Aleister Crowley, Diabo.
Baphomet
Divindade que se crê os Templários adoravam. Uma forma de cristo, porém
identificada com o Bode do Sabat por Eliphas Lévi, e portanto considerada
"diabólica" por medievos ignorantes.
Apocalipse
Revelação. O último livro da bíblia, onde se descrevem os detalhes do juízo
final. Pode ser interpretado como a profecia do fim do cristianismo. Quem se
baseia nesse sistema de crenças pode entender isso como o "fim do mundo".
Cristo
Título que significa "O ungido" e foi conferido pela primeira vez a Jesus de
Nazaré, para alguns o fundador do cristianismo, para outros apenas o
principal ícone utilizado pelo sistema de crenças. Ver Buda, Messias,
Cristianismo.
Crowley, Aleister
Xamã, alpinista e poeta do início do Séc XX. Crowley (1875-1947) foi um dos
primeiros europeus a entender a doutrina budista, a utilizar a mescalina e a
praticar o sexo religioso. Soube como ninguém utilizar a imagem pública como
um filtro: aos "escolhidos" aparece como o redentor perdido da última
manifestação caduca e burocrática do cristianismo, o protestantismo
vitoriano; aos que leram algo do que escreveu ficam óbvias a grande erudição
e humor negro; aos outros resta apenas a imagem de depravado, drogado e
satanista com que cuidadosamente Crowley alimentada a imprensa marrom de sua
época. Caso haja dúvida sobre o valor moral dessa personalidade - se ele foi
realmente um Santo, ou apenas mais um dos enviados dos Illuminati para nos
confundir - é necessário que se deite a pedra fundamental e indiscutível da
perfeita Lei de Thelema: "Faze o que queres há de ser o todo da lei". Ao
homem que entendeu essa frase absurda não há Crowley, Satã ou Eduardo
Pinheiro que possam lhe fazer algum mal. Resumindo: Menininhos e menininhas,
não tenham medo do titio Crowley. Afinal, para ele cada homem e cada mulher
sempre foram uma estrela. Ver Bode Expiatório.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
O sofrimento é uma fonte criativa inesgotável
Pela segunda vez em menos de 2 anos eu estou com fome em Manhuaçu, e agora sem cola pra tapiar o tempo e o organismo. Seria demais pedir comida à minha namorada. Ainda mais depois de ela achar que eu pisei na bola, que a ofendi por ter insistido em uma brincadeira que ela havia negado sorrindo. Pensei estar negociando na boa, ela faz charminho, eu peço que sim e depois mudamos de assunto(assim que funciona)...mas não. Ela chora por 15 min e me põe preocupado, me sentindo o cara mais sujo do mundo. Desta vez sim, insisto de verdade para ela me contar o que houve, que tipo de lembrança eu havia despertado em sua memória. Mas não era lembrança, foi atual, foi agora e foi culpa minha...Desta última afirmação não tenho tanta certeza assim...mas vamos considerar que sim, que fui um crápula.
Depois de ter me transformado no vilão do escritório, inimigo nº1 da república que eu moro, de ser abandonado pelos amigos, evitado pela família e rejeitado do mundinho cult, será que agora sou também um anti-herói, um vilão para minha namorada, a única pessoa que me fazia acreditar que ainda não estava só?
Tenho 50 pratas para passar o mês e hoje é dia 13 ainda, minha esperança é conseguir sobreviver com isso, pagando restaurante, lanchonete e transporte até o dia 20, nesse dia pretendo ter sucesso na empreitada de trocar meu ticket alimentação e chegar até o fim do mês sem perder mais 3Kg.
Já agradeci e dispensei com muito pesar a viagem à Guaraparí que meus primos me propuseram(por razões óbvias). Minha irmã me fez o convite tentador(leia com tom de ironia) de comprar “de meia” uma máquina de lavar de R$1.200,00 para minha mãe daqui a 50 dias. Terei que avisá-la de que estou passando fome...Mas não farei isso.
Fazer propaganda ou drama disto para parentes ou amigos não vai ajudar. Ainda tenho a (não mais tão)difícil tarefa de ser forte, austero, hindu o bastante para não transparecer os tempos de crise. Já dizia o poeta: “A infelicidade tem isto de bom: nos mostra os verdadeiros amigos”.(Balzac). Não quero pôr ninguém a uma prova tão rígida como esta, posso me decepcionar com os resultado, o que já aconteceu antes.
Logo, o que me resta é agüentar firme, com a valentia de Kratos e a sabedoria de um monge budista que sabe que toda dor é passageira e que o apego é fonte de todo sofrimento. Daí então acrescento ainda, que: O sofrimento é uma fonte criativa inesgotável!
Depois de ter me transformado no vilão do escritório, inimigo nº1 da república que eu moro, de ser abandonado pelos amigos, evitado pela família e rejeitado do mundinho cult, será que agora sou também um anti-herói, um vilão para minha namorada, a única pessoa que me fazia acreditar que ainda não estava só?
Tenho 50 pratas para passar o mês e hoje é dia 13 ainda, minha esperança é conseguir sobreviver com isso, pagando restaurante, lanchonete e transporte até o dia 20, nesse dia pretendo ter sucesso na empreitada de trocar meu ticket alimentação e chegar até o fim do mês sem perder mais 3Kg.
Já agradeci e dispensei com muito pesar a viagem à Guaraparí que meus primos me propuseram(por razões óbvias). Minha irmã me fez o convite tentador(leia com tom de ironia) de comprar “de meia” uma máquina de lavar de R$1.200,00 para minha mãe daqui a 50 dias. Terei que avisá-la de que estou passando fome...Mas não farei isso.
Fazer propaganda ou drama disto para parentes ou amigos não vai ajudar. Ainda tenho a (não mais tão)difícil tarefa de ser forte, austero, hindu o bastante para não transparecer os tempos de crise. Já dizia o poeta: “A infelicidade tem isto de bom: nos mostra os verdadeiros amigos”.(Balzac). Não quero pôr ninguém a uma prova tão rígida como esta, posso me decepcionar com os resultado, o que já aconteceu antes.
Logo, o que me resta é agüentar firme, com a valentia de Kratos e a sabedoria de um monge budista que sabe que toda dor é passageira e que o apego é fonte de todo sofrimento. Daí então acrescento ainda, que: O sofrimento é uma fonte criativa inesgotável!
Cervantes estava certo*
Quando você pensa que está feliz, eles começam a cortar suas asas, sua língua, sua identidade...
*quem leu Dom Quixote sabe do que estou falando.
*quem leu Dom Quixote sabe do que estou falando.
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