segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
O sofrimento é uma fonte criativa inesgotável
Depois de ter me transformado no vilão do escritório, inimigo nº1 da república que eu moro, de ser abandonado pelos amigos, evitado pela família e rejeitado do mundinho cult, será que agora sou também um anti-herói, um vilão para minha namorada, a única pessoa que me fazia acreditar que ainda não estava só?
Tenho 50 pratas para passar o mês e hoje é dia 13 ainda, minha esperança é conseguir sobreviver com isso, pagando restaurante, lanchonete e transporte até o dia 20, nesse dia pretendo ter sucesso na empreitada de trocar meu ticket alimentação e chegar até o fim do mês sem perder mais 3Kg.
Já agradeci e dispensei com muito pesar a viagem à Guaraparí que meus primos me propuseram(por razões óbvias). Minha irmã me fez o convite tentador(leia com tom de ironia) de comprar “de meia” uma máquina de lavar de R$1.200,00 para minha mãe daqui a 50 dias. Terei que avisá-la de que estou passando fome...Mas não farei isso.
Fazer propaganda ou drama disto para parentes ou amigos não vai ajudar. Ainda tenho a (não mais tão)difícil tarefa de ser forte, austero, hindu o bastante para não transparecer os tempos de crise. Já dizia o poeta: “A infelicidade tem isto de bom: nos mostra os verdadeiros amigos”.(Balzac). Não quero pôr ninguém a uma prova tão rígida como esta, posso me decepcionar com os resultado, o que já aconteceu antes.
Logo, o que me resta é agüentar firme, com a valentia de Kratos e a sabedoria de um monge budista que sabe que toda dor é passageira e que o apego é fonte de todo sofrimento. Daí então acrescento ainda, que: O sofrimento é uma fonte criativa inesgotável!
Cervantes estava certo*
*quem leu Dom Quixote sabe do que estou falando.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
wannabe a Journalist
Já que estamos falando de desejos e desprendimentos...não não, não vou chatea-los com uma dor de cotovelo, mas nem tão longe disso se encontra minha intranquilidade. Idos atrás existia uma revista mensal sobre música e cultura pop com o nome de []ZERO, quando lia esta revista, meu cérebro repetia hipnoticamente, "eu quero ser jornalista, eu quero fazer isso!", era batata, pousava os olhos na revista e esse mantra ecoava ininterrupdamente, com alguns espasmos de alegria, esperança e empolgação paudurescente. Eu era tão fã que mandei até carta, e foi publicada na última edição, com a capa do Caetano e Gil em épocas de exílio, tá lá, podem conferir. Foi então que a revista entrou em extinção(perdoem-me a rima) e fiquei órfão. Procurei outras, hoje sou freguês da Superinteressante, Rolling Stone, Men's Health e uma ou outra eventual edição da Bizz. Mas nenhuma tem o mesmo punch da Zero, continuo querendo ser jornalista e sinto ainda vontade quando leio essas...mais ainda, sinto a esperança de um dia fazer uma revista como aquela.
O engraçado é que a mesma sensação se repetia com outras revistas, como o exemplo da "Olho de Porco", esta de tão polêmica só teve uma única edição, era Punk!! o negócio, fotos de uso de drogas e sexo explícito eram mostradas, além de vômitos e outras coisas nojentas, foi nas páginas infames da mesma que descobri o Sex Pistols e Aleister Crowley, entre outras sandices.
Anos se passaram, ainda não realizei tal sonho, talvez a realidade me traga outras questões: "o mercado hoje é aberto para o jornalismo?", "vale a pena?", "você consegue trabalhar com cultura e ganhar dinheiro?", "está disposto a só estudar?", "você será foda mesmo?"..."dinheiro ou conhecimento?", "viver a vida hoje ou planejar o amanhã?", "mudar de carreira é certeza de sucesso?"...
Até agora tem sido bom e ruim ao mesmo tempo, mas tempo é coisa que não temos, logo, devemos tomar atitudes mais rapidas e seguir o conselho de Chico Buarque de Holanda: '_Aja duas vezes antes de pensar.' Mas e se essas atitudes forem erroneas, como as que tomamos no passado? Aí fudeu tudo! '_Faça outra e outra escolha.' Até que um dia as escolhas vão se definhando e acabam...aí sim, você olha pra trás e olha para o presente e responde a pergunta: "Fiz a escolha certa?".
Na maioria das vezes a resposta é não. É claro que o parágrafo anterior não foi um conselho, só é o que todos fazem, o jeito que eles ganham o jogo ou se fodem. Mesmo porque, se eu tivesse a resposta para o sucesso da vida ideal não estaria pensando na morte da bezerra e falando besteiras.
...É chegada a hora da decisão...
Hiato Criativo
Vinha me perguntando a causa de tal abandono. O abandono do criador do blog e não dos leitores(a fuga destes é evidente, convenhamos!). O tempo estava mais curto, vida ocupada, preguiça ou falta de criatividade mesmo? Hoje consegui encontrar a resposta...é sim para todas opções, uma por vez, em ordem alternada.
domingo, 23 de setembro de 2007
Com qual selebridade vc se parece??
28/02/2006 show do ROLLING STONES em Copacabana

Saimos de Leopoldina 2 e tantas. Polícia na estrada, dando escolta e nos
atrasando, gente cheirando coca no ônibus e tomando vodka Atraso, chegamos
lá pelas 8:30pm. O ônibus ficou no aterro do flamengo, tivemos q andar uns
10km, uma hora de caminhada e quando pisamos na praia começa os primeiros acordes de
Jumping Jack Flash(minha preferida) e depois veio it's only rock'n'roll,
puta merda, muito foda! Não estava nem vendo o palco, tinhamos saido da
princesa Isabel com a Nossa Sra de Copacabana, estavamos eu, o fred e um primo
dele.
Traçamos um plano: nos dirigimos pro mar onde eh e melhor pra andar,
daí fomos ate la na frente, começamos a adentrar na selva de gente, como
cobras passando por frestas, nos dirigindo pro meio, no primeiro poste, paramos
atras da plataforma, um pouco mais pra direita,pra ver algo. Pegamos um
folego e curtimos as músicas, o som tava baixo, isso foi um problema. Nos
pulos dava pra vê-los no palco, muita música "meia boca", depois fomos mais pra
direita e conseguimos um lugar a 3 metros da area vip na direção do
copacabana palace, uns 70 metros do palco, ou menos, tava dando pra ver
bem(na ponta do pé é verdade) quando a plataforma entrou em cena, eles ficaram a 30 metros da gente, emocionante, feelings! Jagger, Wood e Richards logo ali! O Keith
erra e feio, na entrada de uma música(pelo que eu vi hoje no video, a globo editou
isso). Esqueci de mencionar que quando ele foi ao microfone antes, td mundo gritava: "(...)_Bicha, bicha!" bem coisa de brasileiro,rs.
Beleza, quando a plataforma voltou decidi sair dali, ir pra tras e tentar pegar umas gurias. Estava passando mal já, respirando suor e bafo de tanto marmanjo(na frente so tinha mulher com namorado, mesmo assim, poucas). Pra quem tava com frebre um dia antes e tomando remédio na msma noite, até q eu me virei bem.
Consegui um lugar ótimo pra dançar mais a trás, quando tocou start me up, foi a melhor(em questao de feelings) ali dançando td mundo feliz e tal, ando mais um pouco, salvo uma garota de apanhar. Com fome e apertadasso pra mijar pego um cigarro,
chega o grand finale, satisfation, esqueço garganta, o mal-star, tomo uma
cachaça e curto pra caralho. Acho que tive mais pique e fiquei mais louco do que
o Mick nos tempos de glória.
Acabou que tomei altos foras, até que consegui a fórmula com um transeunte carioca. Usando disso consegui ficar com uma menina legal, depois de me perder de todo mundo, me dirigi numa árdua caminhada até o aterro, sem grana, com fome, sede e cansado...foi perrengue, mas foi horrorshow também, e valeu a pena! =]
-repertorio do show:
"Jumpin' Jack Flash" ("Hot Rocks", 1972)
"It's Only Rock 'n' Roll" ("It's Only Rock 'n' Roll", 1974)
"You Got Me Rocking" ("Voodoo Lounge", 1994)
"Tumbling Dice" ("Exile on Main St.", 1972)
"Oh No, Not You Again" ("A Bigger Bang", 2005)
"Wild Horses" ("Sticky Fingers", 1971)
"Rain Fall Down" ("A Bigger Bang", 2005)
"Midnight Rambler" ("Let it Bleed", 1969)
"Nightime's the Right Time" (Homenagem a Ray Charles)
--> Apresentação dos músicos Palco avança Palco volta
(Humberto L. Brum 02/21/06 Rio de Janeiro)