sábado, 23 de fevereiro de 2008

6º ENCONTRO DA FAMÍLIA MAÇÔNICA...

Ontem tive um dia cheio

fiquei ate tarde no campo

mata do sossego, fiscalizando obra sozinho, ate umas 7 da noite

blz, passei no coelho diniz pra fazer alguma compra com as 50 pratas q tinha no ticket

eh estranho comprar sabendo o pequeno limite q tem,entao fui ao essencial, escutando marquee moon no mp4

entao vi um cara com seus 40 anos, conversando com 3 amigos q pareciam ser bem amigos! ele tinha um relógio de ouro, do mesmo ouro de sua pulseira e anel, e trajava uma camisa da maçonaria que dizia: 6º ENCONTRO DA FAMÍLIA MAÇONICA...

ele olhou pra mim e deve ter percebido a cara de cachorro morto, encontrei com ele novamente no caixa da frente

agora com sua mulher, q conversava com ele tipo qnd a mulher chama a atenção e o cara concorda complacente, tipo: sei sei, como duas pessoas realmente proximas e unidas, ele me cumprimenta e pega seu carrinho lotado ate nas rodas de compras e vai para seu carro importado

eu, com meu uniforme sujo da companhia, cabelo desgrenhado e cara blase de analise

pensei

cara, esse cara tem amigos presentes, muita grana, ama sua
familia unida e eh muito querido por ela, eh inteligente e com certeza tem mais conhecimento moral e espiritual q eu nem estou perto de alcançar, alem de ser respeitado, influente e com certeza tem algum tipo de poder para estar em um alto grau na maçonaria

nao eh como se eu não gostasse do cara por isso, nao, respeito e ate admiro. nunca cherei cocaina, ela q deixa os homens paranoicos e invejosos, mas eh foda vc sentir falta de alguma[s] coisa[s] e ver um simbolo do q te falta na sua frente


as vezes me sinto um herege e realmente arrogante, por tanto as pessoas assim me julgarem, sempre resisto, sempre tenho my way, nao dispenso minha personalidade para adular jagodes. eles nunca entendem, entao mtas vezes passo como vilao, por ser diferente ou por nao ser "igual". mas nao consigo

seria bom se encontrasse algo pra q eu possa me render

mas ate hj nao achei e sigo sendo um rebelde, um do contra, um excêntrico...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Algumas definições úteis.

Cristianismo

Sistema de crenças provavelmente elaborado por Paulo de Tarso a partir do

poderoso símbolo de um mártir e da filosofia de Platão. Posteriormente

enriquecido com o imaginário pagão dos cultos a Ísis ("Virgem Maria") e

Mitra, que foram incorporados na cristianização do império romano. Foi de

grande utilidade na purificação do decadente império romano e na divulgação

de ideais de compaixão, humildade e obediência necessários ao

estabelecimento tanto do sistema feudal quanto das posteriores monarquias e

sistemas econômicos. A característica principal do culto e a razão de seu

sucesso por quase dois mil anos é a auto-reprodução acelerada dos seguidores

(pregação) aliada com a elasticidade que permitiu que rituais e festas pagãs

- no sentido não-cristão da palavra - fossem incorporadas através de sua

história. Ver Cristo, Igreja.



Cruzadas

Guerra santa praticada pelos cristãos medievais. Lutavam contra o sistema de

crenças concorrente na época, o islã. As cruzadas foram mais grotescas do

que a Segunda Guerra medieval. Alguns cristãos chegaram a praticar

canibalismo.



Demônio

"Espírito" em grego. A qualidade maléfica fica por conta dos cristãos

medievais. O termo original designa tanto espíritos "bons" quanto "maus".

Ver Diabo, Lucifer, Satã.



Dionísio

Deus do vinho e da vegetação primaveril. Os mistérios de Dionísio envolviam

um culto orgástico e extático. Todo inverno Dionísio era despedaçado pelas

mênades, suas adoradoras, o que o liga tanto aos mistérios de Osíris, quanto

aos de Cristo ou Prometeu. Tanto a suprema inocência infantil quanto a

destruidora decadência da orgia são representadas pelo arquétipo. Ver

mênades, Bobo, Cristo, Buda.





A princípio um dispositivo que elimina a crítica saudável e permite que

"verdades" úteis aos Illuminati sejam marcadas feito ferro em brasa nos

circuitos cerebrais dos macacos pelados. Porém, uma análise mais imparcial

mostra uma perfeita inocência no ato de crer, como acreditar na própria

inexistência da mentira. A prova é tirada quando não existe um objeto (tais

como deuses antropomórficos ou abstratos e poderes mágicos, por exemplo) no

qual se crê. Quando esse objeto a crer-se é definido por alguém, mesmo pelo

crente, não se trata de fé e sim de lavagem cerebral. Ver Fnord.



Illuminati

Abra o olho e você os reconhecerá imediatamente. Historicamente uma

organização secreta dentro da maçonaria, por sua vez já uma organização

secreta. Surgiram na Bavária, no século passado, e alguns dizem que são

responsáveis por coisas como a pirâmide na nota de um dólar e a constituição

norte-americana. Neste livro o conceito é utilizado de forma metafórica na

maioria das vezes. Serve para indicar qualquer grupo considerado responsável

por um ato bom ou mal para com uma pessoa ou outro grupo. O "eles" do

paranóico. A "Grande Irmandade Branca" para místicos e esquizofrênicos.



Xamã

Curandeiro, charlatão, sacerdote. Conhecedor das ervas e dos estados

mentais. Professor, mestre, guru. Aquele que sabe passar Conhecimentos com

Arte. Ver ciberxamã.



Wicca

Bruxaria moderna. Um culto com mais de 50.000 seguidores apenas na América

do Norte. Os wiccans acreditam seguir diretamente a antiga religião précristã

da Europa, embora possa-se traçar a origem de toda estética e dogmas

ainda neste século, com os trabalhos de Aleister Crowley no "Livro das

Sombras" (principal texto wiccan) de Gerard Gardner. A maioria dos wiccans

adora duas divindades principais, o Deus e a Deusa. O deus de chifres dos

wiccans foi incorporado pela religião cristã na figura do Diabo, porém

grande parte dos wiccans não acreditam na interpretação pejorativa que os

cristãos deram a esse deus. Apenas o vêem como um ícone da energia yang.



Buda

Um título que significa "O Iluminado" e foi conferido pela primeira vez ao

fundador do Budismo, Sidarta Gautama, que teria alcançado a iluminação sob

uma figueira. Metáfora oriental mais comum para o super-homem de Nietzsche.

Ver Cristo.



Budismo

Sistema de crenças mais coerente já desenvolvido pelo homem. Procura

eliminar o sofrimento através do Darma e alcançar um estado denominado

Nirvana.



Bobo

Carta zero do Tarô. Representa pureza, inocência. Parsival, Dionísio e Buda

são alguns equivalentes. A grande obra completa. O bebê no ovo. Ver Berro da

Borboleta.



Bode Expiatório

Os judeus costumavam sacrificar um bode para Jeová, e soltar outro pelas

pradarias. O bode sacrificado estava redimido e liberto, o bode solto

carregava todos os pecados do povo sagrado sobre ele. Na idade média o bode

virou o diabo. Tudo aquilo que as pessoas não desejam ter em si, colocam no

bode, sua própria sombra, seu lado animal e pecaminoso. Alguns hereges

perceberam que os papéis judaicos estavam trocados, e o sorriso do

horripilante diabo assolou muitas mentes inquietas durante a noite negra.

Está na cara que o diabo é o bode expiatório, a serpente redentora, o

messias - aquele que morreu na cruz. Ver Cristo, Aleister Crowley, Diabo.



Baphomet

Divindade que se crê os Templários adoravam. Uma forma de cristo, porém

identificada com o Bode do Sabat por Eliphas Lévi, e portanto considerada

"diabólica" por medievos ignorantes.



Apocalipse

Revelação. O último livro da bíblia, onde se descrevem os detalhes do juízo

final. Pode ser interpretado como a profecia do fim do cristianismo. Quem se

baseia nesse sistema de crenças pode entender isso como o "fim do mundo".



Cristo

Título que significa "O ungido" e foi conferido pela primeira vez a Jesus de

Nazaré, para alguns o fundador do cristianismo, para outros apenas o

principal ícone utilizado pelo sistema de crenças. Ver Buda, Messias,

Cristianismo.



Crowley, Aleister

Xamã, alpinista e poeta do início do Séc XX. Crowley (1875-1947) foi um dos

primeiros europeus a entender a doutrina budista, a utilizar a mescalina e a

praticar o sexo religioso. Soube como ninguém utilizar a imagem pública como

um filtro: aos "escolhidos" aparece como o redentor perdido da última

manifestação caduca e burocrática do cristianismo, o protestantismo

vitoriano; aos que leram algo do que escreveu ficam óbvias a grande erudição

e humor negro; aos outros resta apenas a imagem de depravado, drogado e

satanista com que cuidadosamente Crowley alimentada a imprensa marrom de sua

época. Caso haja dúvida sobre o valor moral dessa personalidade - se ele foi

realmente um Santo, ou apenas mais um dos enviados dos Illuminati para nos

confundir - é necessário que se deite a pedra fundamental e indiscutível da

perfeita Lei de Thelema: "Faze o que queres há de ser o todo da lei". Ao

homem que entendeu essa frase absurda não há Crowley, Satã ou Eduardo

Pinheiro que possam lhe fazer algum mal. Resumindo: Menininhos e menininhas,

não tenham medo do titio Crowley. Afinal, para ele cada homem e cada mulher

sempre foram uma estrela. Ver Bode Expiatório.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

O sofrimento é uma fonte criativa inesgotável

Pela segunda vez em menos de 2 anos eu estou com fome em Manhuaçu, e agora sem cola pra tapiar o tempo e o organismo. Seria demais pedir comida à minha namorada. Ainda mais depois de ela achar que eu pisei na bola, que a ofendi por ter insistido em uma brincadeira que ela havia negado sorrindo. Pensei estar negociando na boa, ela faz charminho, eu peço que sim e depois mudamos de assunto(assim que funciona)...mas não. Ela chora por 15 min e me põe preocupado, me sentindo o cara mais sujo do mundo. Desta vez sim, insisto de verdade para ela me contar o que houve, que tipo de lembrança eu havia despertado em sua memória. Mas não era lembrança, foi atual, foi agora e foi culpa minha...Desta última afirmação não tenho tanta certeza assim...mas vamos considerar que sim, que fui um crápula.
Depois de ter me transformado no vilão do escritório, inimigo nº1 da república que eu moro, de ser abandonado pelos amigos, evitado pela família e rejeitado do mundinho cult, será que agora sou também um anti-herói, um vilão para minha namorada, a única pessoa que me fazia acreditar que ainda não estava só?
Tenho 50 pratas para passar o mês e hoje é dia 13 ainda, minha esperança é conseguir sobreviver com isso, pagando restaurante, lanchonete e transporte até o dia 20, nesse dia pretendo ter sucesso na empreitada de trocar meu ticket alimentação e chegar até o fim do mês sem perder mais 3Kg.
Já agradeci e dispensei com muito pesar a viagem à Guaraparí que meus primos me propuseram(por razões óbvias). Minha irmã me fez o convite tentador(leia com tom de ironia) de comprar “de meia” uma máquina de lavar de R$1.200,00 para minha mãe daqui a 50 dias. Terei que avisá-la de que estou passando fome...Mas não farei isso.
Fazer propaganda ou drama disto para parentes ou amigos não vai ajudar. Ainda tenho a (não mais tão)difícil tarefa de ser forte, austero, hindu o bastante para não transparecer os tempos de crise. Já dizia o poeta: “A infelicidade tem isto de bom: nos mostra os verdadeiros amigos”.(Balzac). Não quero pôr ninguém a uma prova tão rígida como esta, posso me decepcionar com os resultado, o que já aconteceu antes.
Logo, o que me resta é agüentar firme, com a valentia de Kratos e a sabedoria de um monge budista que sabe que toda dor é passageira e que o apego é fonte de todo sofrimento. Daí então acrescento ainda, que: O sofrimento é uma fonte criativa inesgotável!

Cervantes estava certo*

Quando você pensa que está feliz, eles começam a cortar suas asas, sua língua, sua identidade...

*quem leu Dom Quixote sabe do que estou falando.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Leave Before the Lights Go Out



Show do Arctic Monkeys no Tim Festival Rio 2007

wannabe a Journalist

Já que estamos falando de desejos e desprendimentos...não não, não vou chatea-los com uma dor de cotovelo, mas nem tão longe disso se encontra minha intranquilidade. Idos atrás existia uma revista mensal sobre música e cultura pop com o nome de []ZERO, quando lia esta revista, meu cérebro repetia hipnoticamente, "eu quero ser jornalista, eu quero fazer isso!", era batata, pousava os olhos na revista e esse mantra ecoava ininterrupdamente, com alguns espasmos de alegria, esperança e empolgação paudurescente. Eu era tão fã que mandei até carta, e foi publicada na última edição, com a capa do Caetano e Gil em épocas de exílio, tá lá, podem conferir. Foi então que a revista entrou em extinção(perdoem-me a rima) e fiquei órfão. Procurei outras, hoje sou freguês da Superinteressante, Rolling Stone, Men's Health e uma ou outra eventual edição da Bizz. Mas nenhuma tem o mesmo punch da Zero, continuo querendo ser jornalista e sinto ainda vontade quando leio essas...mais ainda, sinto a esperança de um dia fazer uma revista como aquela.


O engraçado é que a mesma sensação se repetia com outras revistas, como o exemplo da "Olho de Porco", esta de tão polêmica só teve uma única edição, era Punk!! o negócio, fotos de uso de drogas e sexo explícito eram mostradas, além de vômitos e outras coisas nojentas, foi nas páginas infames da mesma que descobri o Sex Pistols e Aleister Crowley, entre outras sandices.
Anos se passaram, ainda não realizei tal sonho, talvez a realidade me traga outras questões: "o mercado hoje é aberto para o jornalismo?", "vale a pena?", "você consegue trabalhar com cultura e ganhar dinheiro?", "está disposto a só estudar?", "você será foda mesmo?"..."dinheiro ou conhecimento?", "viver a vida hoje ou planejar o amanhã?", "mudar de carreira é certeza de sucesso?"...

Até agora tem sido bom e ruim ao mesmo tempo, mas tempo é coisa que não temos, logo, devemos tomar atitudes mais rapidas e seguir o conselho de Chico Buarque de Holanda: '_Aja duas vezes antes de pensar.' Mas e se essas atitudes forem erroneas, como as que tomamos no passado? Aí fudeu tudo! '_Faça outra e outra escolha.' Até que um dia as escolhas vão se definhando e acabam...aí sim, você olha pra trás e olha para o presente e responde a pergunta: "Fiz a escolha certa?".

Na maioria das vezes a resposta é não. É claro que o parágrafo anterior não foi um conselho, só é o que todos fazem, o jeito que eles ganham o jogo ou se fodem. Mesmo porque, se eu tivesse a resposta para o sucesso da vida ideal não estaria pensando na morte da bezerra e falando besteiras.

...É chegada a hora da decisão...

Hiato Criativo

Sempre quis ter um blog, e desde sempre nunca entendi porque as pessoas que o tinham ficavam sem postar por um bom tempo. Tempo suficiente para que os poucos leitores de seus diarios virtuais os abandonassem...bem, me parece que é o que aconteceu aqui...com a exceção dos leitores perdidos(porque acredito piamente que nunca os possuí).
Vinha me perguntando a causa de tal abandono. O abandono do criador do blog e não dos leitores(a fuga destes é evidente, convenhamos!). O tempo estava mais curto, vida ocupada, preguiça ou falta de criatividade mesmo? Hoje consegui encontrar a resposta...é sim para todas opções, uma por vez, em ordem alternada.